domingo, 14 de maio de 2017

Lula ficou 'irritado' com exigências do PMDB para apoiar Dilma em 2010, afirma delator


Contrário à escolha de Michel Temer (PMDB) para compor a chapa com Dilma Rousseff (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria ficado "irritado" com as exigências do PMDB para apoiar a candidatura da petista. A revelação foi feita pelo marqueteiro João Santana em delação premiada. Em seu depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), o publicitário afirmou que a preferência de Lula era para que o então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ocupasse o posto. "Ele estava profundamente exasperado dizendo que não ia coligar [com o PMDB]. Que se dependesse dele, não ia coligar com o PMDB, porque o PMDB estava fazendo exigências absurdas", contou. "Tá ficando impossível atender às exigências do PMDB", teria dito Lula em um jantar no Palácio da Alvorada quando se reuniu com o núcleo da campanha de 2010. Santana não soube esclarecer, no entanto, quais eram as exigências do partido.


A empresária Mônica Moura, também esposa do marqueteiro João Santana, relatou em delação premiada que tinha medo das pessoas que lhe entregavam o dinheiro vindo da Odebrecht. Conforme contou, os entregadores escondiam as cédulas em meias, jaquetas e malas, ou até em uma "bolsinha descartável bem vagabunda". As declarações são referentes ao período de campanha presidencial em 2010, da qual a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) saiu vencedora. A delação teve sigilo derrubado pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com O Globo, Mônica contou que não conhecia as pessoas que entregavam o dinheiro, então ela logo agradecia a entrega, mudava os locais de recebimento, e contav asnotas sozinha. Havia também uma senha, combinada com o ex-executivo Fernando Migliaccio, mas não havia horário para recebimento. "Nunca contei [dinheiro na presença deles]. Nunca. Não porque eu tinha medo de ficar com aquelas pessoas do meu lado muito tempo. Eu fazia era receber. E 'olha, obrigado, obrigado'. Não tinha recibo. Vou assinar recibo de dinheiro assim? 'Tchau, tchau, obrigado'. E me livrar deles", declarou. Quando percebia que faltava parte da verba, que já chegou a R$ 10 mil, Mônica contou que recorreria ao empresário da construtora, que prometia compensá-la na entrega seguinte - o que nem sempre acontecia. Com o dinheiro em mãos, ela contou que nunca houve problema em andar com altas quantias na rua, mas costumava ou pegarum táxi ou alugar um carro com motorista. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto alertou de que era perigoso e indicou uma pessoa para fazer o meio de campo: William Ali Chaim - alvo de condução coercitiva em março do ano passado, em uma fase da Lava Jato, e tesoureiro da campanha de Rui Falcão para deputado federal. Segundo O Globo, Mônica contou que ele cobrava de 3% a 5% para transportar a verba. João Santana não se envolvia nessa questão, porque seu rosto era muito conhecido já em 2010 e ele é "muito complicado com números e questões práticas". "O João era uma pessoa muito exposta, era uma pessoa muito conhecida. Imagina o João recebendo dinheiro de caixa dois. E nessa época João já era um marqueteiro bastante conhecido no país inteiro", afirmou. "Ele tem uma dificuldade até em saber quanto a gente paga com condomínio, por exemplo, em nossa casa. Ele não fixa, tem uma cabeça muito difícil para números, para coisas práticas. É uma pessoa muito complicada com coisas práticas. O João sabe disso. Ele me liga até para saber onde está o telefone dele", acrescentou.

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