terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Pirâmide: MPF denuncia sócios da Telexfree no Espírito Santo; proprietários podem perder bens

  proprietários podem perder bens

O Ministério Público Federal (MPF) no Espirito Santo ingressou com três ações na Justiça contra os proprietários da Telexfree, Carlos Roberto Costa e Carlos Nataniel Wanzeler. Mais 19 pessoas foram acusadas por envolvimento com o funcionamento da empresa no Brasil e crimes contra o sistema financeiro. Duas das três denúncias foram aceitas nesta segunda-feira (20). Costa, Wanzeler e a filha, Lyvia Mara Wanzeler, são acusados de sonegação fiscal de quase R$ 90 milhões e de prestar informações falsas à Receita Federal. De acordo com a Procuradoria da República no Espírito Santo, a fraude causou "grave dano à coletividade" e foi constatada após as autoridades encontrarem indícios de irregularidades na inscrição da empresa no Simples Nacional. Eles foram denunciados por implantar um esquema de pirâmide financeira e por negociar valores mobiliários (contratos de adesão à Telexfree e a promessa de venda do empreendimento hoteleiro Best Western Tijuca Telexfree) sem registro e sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que motivou a acusação de operarem instituição financeira clandestina. Pirâmides são esquemas em que cada novo participante paga uma certa quantia para poder fazer parte e, posteriormente, recebe uma porcentagem do valor pago por cada novo integrante que ele mesmo convence a ingressar no esquema. Invariavelmente, chega um momento em que a oferta deixa de atrair novos interessados e quem ainda não recebeu sua parte fica com o prejuízo. No total, já foram denunciadas 19 pessoas por crimes contra a economia popular e der operar instituição financeira clandestina. Para os procuradores da República, Costa e Wanzeler eram os reais mentores do suposto esquema, pois compartilhavam todas as decisões administrativas e de condução do negócio. Segundo o MPF, o sócio norte-americano da Telexfree, James Matthew Merril, está negociando os termos de seu acordo de colaboração nos Estados Unidos e, por isso, não foi denunciado. As autoridades brasileiras aguardam o fechamento do acordo para verificar seus termos e decidir o que fazer em relação a Merril. O caso foi investigado pelo MPF, Polícia Federal e Receita Federal. As informações foram compartilhadas com autoridades dos Estados Unidos, Justiça e MP do Acre. O MPF pede que os réus sejam condenados a perda definitiva dos bens, como dinheiro, carros, aeronave, imóveis.
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