sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Lucro e rede social: Olimpíadas e smartphones levam receita do Twitter no Brasil a crescer em 30%

Fiamma Zarife, diretora-geral do Twitter no Brasil
Fiamma Zarife, diretora-geral do Twitter no Brasil (Foto: Divulgação/Twitter)

'Brasil é motor de crescimento para o Twitter, em usuários e receita', diz Fiamma Zarife, principal executiva do microblog no Brasil.


Apesar de a publicidade global fraca afetar as ações do Twitter nas últimas semanas, o grupo tem encontrado no Brasil motivos para respirar. A receita de publicidade cresceu cerca de 30% no país em 2016, mais que o dobro do crescimento de 13% da receita global. "O Brasil é um motor de crescimento para o Twitter, em usuários e em receita", disse Fiamma Zarife, principal executiva do Twitter para o Brasil, em entrevista. O aumento da demanda por marketing em tempo real durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro trouxe clientes para a plataforma, enquanto o aumento do uso de smartphones gera um crescimento saudável da base de usuários no país, afirmou ela. Enquanto o número de usuários ativos mensais em todo o mundo aumentou 4% no quarto trimestre do ano passado, em relação ao ano anterior, no Brasil esse salto foi de 18%. O país é o terceiro mercado de expansão mais rápida no período, segundo Fiamma. A executiva considera ainda que há espaço para crescer no Brasil, já que o uso de smartphones continua subindo. Só 70% dos brasileiros no Twitter se conectam por meio de dispositivos móveis -- no resto do mundo, esse índice é de 83%. A penetração de smartphones dobrou em dois anos para 40% no país em 2016, segundo o Ibope. Isso tem impulsionado muitas empresas de tecnologia no Brasil, mesmo com a economia em uma profunda recessão. Calcula-se que os gastos em publicidade digital no país tenham crescido 12% no ano passado, para R$ 10,4 bilhões, de acordo com o grupo IAB Brasil. A executiva do Twitter disse que sua estratégia para atrair usuários e a publicidade será focada em conteúdo de vídeo e eventos ao vivo. De acordo com ela, o Brasil ficou em segundo lugar, atrás apenas dos Estados Unidos no Twitter nos posts sobre o Super Bowl. A estratégia valeu a pena durante as Olimpíadas, quando clientes como o Bradesco, patrocinador do evento, aumentaram os esforços de marketing no Twitter e mantiveram forte presença na plataforma desde então.
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