quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Lava Jato: Sérgio Moro condena João Santana e Mônica Moura por lavagem de dinheiro

  Mônica Moura por lavagem de dinheiro
Lava Jato: Sérgio Moro condena João Santana e Mônica Moura por lavagem de dinheiro

O marqueteiro do PT João Santana e a esposa, Mônica Moura, foram condenados nesta quinta-feira (2) pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná. Santana e Mônica foram condenados pelos crimes de lavagem de dinheiro no esquema de corrupção na Petrobras, investigada na Operação Lava Jato. João Santana foi condenado por nove crimes de lavagem de dinheiro, pelo recebimento de produto de crime de corrupção, ocultação e dissimulação para dar aparência ilícita ao dinheiro. A pena do marqueteiro foi elevada em 2/3, chegando a oito anos e quatro meses de prisão e pagamento de 180 dias-multa. Mônica Moura também foi condenada por nove crimes de lavagem de dinheiro, recebimento de produto de crime de corrupção, ocultação e dissimulação da origem da verba desviada. Esta é a primeira condenação proferida pelo juiz no ano de 2017. Além de Santana e Mônica, foram condenados o ex-presidente da Sete Brasil, João Carlos de Medeiros Ferraz, o ex-executivo da empresa e ex-gerente da Petrobrás Eduardo Musa e o lobista Zwi Skornicki. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto também estão entre os condenados. Na denúncia, é apontado que os réus acertaram propinas do Grupo Keppel Fels em contratos de plataformas e navios-sondas da Petrobrás. As propinas, pagas nos anos de 2003, 2004, 2007, 2009, eram de valores aproximados a US$ 8,2 milhões para construção da Plataforma P-51, US$ 8,5 milhões em propina para serviços de construção do casco Topsides e integração da Plataforma P-52; US$ 12, milhões para construção da Plataforma P-56; e propina de US$ 1,3 milhão para adequação do casco do navio MT Roncador para Plataforma P-58. O Consórcio FSTP era composto pelas empresas Keppel Fels, Setal Óleo e Gás e Technip. Soro, na sentença, afirma que o valor das propinas correspondia a 1% do montante calculado sobre o valor dos contratos. De cada propina, metade foi destinada aos agentes da Petrobras, como Renato Duque e Pedro Barusco. O valor da propina poderia oscilar até 3% do valor total do contrato para políticos ligados ao PT, PMDB e PP. Segundo Moro, a outra metade da propina, da Keppel Fels, foi destinada ao PT, “responsável pela sustentação política de Renato de Souza Duque no cargo”. “O acusado João Vaccari Neto era o responsável pela arrecadação desses valores e destinou parte deles para pagamentos de serviços publicitários destinados ao Partido dos Trabalhadores e prestados pelos acusados Mônica Regina Cunha Moura e João Cerqueira de Santana Filho”, disse na sentença.
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