quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Estiagem prolongada: Após conclusão das obras da Embasa, DNOCS libera água da barragem de Camandaroba para Queimadas e Santaluz

Embasa fará trabalho de desassoreamento da Barragem da Leste, onde era feita a captação de água para Santaluz e Queimadas | Foto: Divulgação

A seca castiga o sertanejo na Bahia


Com a conclusão das obras pela Embasa no canal que leva água da Barragem de Camandaroba, do Rio Jacurici, em Itiúba, a fim de evitar o desperdício, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) autorizou a abertura das comportas para o abastecimento emergencial dos municípios de Queimadas e Santaluz. Além disso, após negociações com o diretor do DNOCS Bahia Heraldo Rocha, a Embasa começou o trabalho de desassoreamento da Barragem da Leste, onde era feita a captação de água, que está em colapso por conta da prolongada falta de chuvas e a baixa disponibilidade hídrica no Rio Itapicuru, a fim de preparar o equipamento para o período de chuvas. Tanto Queimadas quanto Santaluz estão em restrição de oferta [de água].

  municípios de Queimadas e Santaluz
Água da barragem de Camandaroba será usada para o abastecimento emergencial dos municípios de Queimadas e Santaluz | Foto: Divulgação


Além disso, a Embasa está retirando barramentos clandestinos e bombas de médio porte que foram construídas irregularmente ao longo do Rio Itapicuru, com o objetivo de represar água vinda da barragem de Ponto Novo, garantindo a captação na Barragem da Leste até que seja finalizada a obra emergencial. “Essa barragem tem capacidade para quase 150 milhões de metros cúbicos e estava com mais de 80% de capacidade. É uma atenção especial e a despeito da intransigência de algumas das lideranças políticas locais de Itiúba, não poderíamos deixar duas cidades sem receber água. A Barragem de Camandaroba é federal, pública e é uma importante reserva hídrica e tem capacidade de atender as cidades em colapso sem afetar a pesca e os assentamentos no entorno do lado represado. O que não iríamos permitir é que a água fosse retirada sem os reparos necessários no canal, de responsabilidade da Embasa, porque senão iriam se perder cerca de 70% da água a ser liberada ao longo do caminho. E água no sertão, hoje é artigo raro e deve ser preservada para essas necessidades”, enfatizou Rocha. Notícias de Santaluz, com informações de Aloísio Jr.
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