sábado, 18 de fevereiro de 2017

Delatado: 'Levei mala de dólares para Lula', diz suposto 'laranja' da Camargo Correia

 diz suposto 'laranja' da Camargo Correia

Um suposto “laranja” utilizado pela Camargo Corrêa em negociatas teria entregue propina para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em troca do beneficiamento da empreiteira em um contrato com a Petrobras. De acordo com a revista Istoé, Davincci Lourenço de Almeida trabalhou para a empresa entre 2011 e 2012, ligado ao ex-acionista da companhia Fernando de Arruda Botelho, morto em acidente aéreo há cinco anos. Davincci prestou quatro depoimentos ao Ministério Público de São Paulo e, segundo o promotor José Carlos Blat, seria um “laranja” utilizado pela Camargo Corrêa. Em entrevista à revista, o homem garantiu: “Levei uma mala de dólares para Lula”. A transação teria ocorrido em fevereiro de 2012, na sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, de propriedade da empreiteira. Segundo o depoimento, Davincci entregou a mala nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, que teria feito o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, alega. Lula teria buscado a encomenda dias depois, acompanhado de um segurança. “Lula ficou de ajudar a fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, contou o homem. Davincci é químico sem formação superior, mas teria ganhado a confiança de Botelho ao desenvolver um produto para limpar aviões. Ele afirma que participou da “intimidade” de grandes figuras da empresa, como reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, e até mesmo do cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP).O funcionário disse à publicação que também foi escalado para entregar malas de dinheiro a funcionários da Petrobras, com suposta chancela da herdeira da Camargo Corrêa, Rosana Camargo de Arruda Botelho. “O Fernando me dizia que a ‘baixinha’, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, contou Davincci. O MP-SP encaminhou os depoimentos do suposto laranja à força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Procurada pela revista, a Petrobras não respondeu sobre as supostas negociações. Já William Steinmeyer, da Morro Vermelho, confirmou conhecer Davincci, a quem classificou como “um cara excêntrico”, mas afirmou não ter recebido qualquer encomenda dele.
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