sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Vida fácil! Ex-prefeitos derrotados, conseguem cargos na Assembleia da Bahia!

Deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Ba - foto reprodução

Ser político no Brasil é bom demais!

É muito estranha a prática adotada pela Assembleia do Estado da Bahia. Há alguns anos vemos falar nessa prática, especialmente na gestão do Senhor Marcelo Nilo. Se é ilegal não sei, não sou especialista em direito e nem em administração, mas, pelo menos imoral, deve ser. Homens públicos que parecem não querer mais viver de seu próprio trabalho e querem sempre viver as custas do povo, com altos salários e vida boa! Já vimos falar em diversos prefeitos que ao perderem seus cargos, arranjam uma boquinha na Assembleia do Estado da Bahia. Antes nem se falava tanto, mas, agora com tanta crise, onde só se fala em cortar gastos e direitos do cidadão brasileiro, especialmente dos pobres, é um absurdo esse tipo de arranjo. Ai fica aqui nossas perguntas: em primeiro lugar, gostaríamos de saber até que ponto o Ministério Público da Bahia acomapanha este tipo de coisa, já que entre 2008 e 2010, (segundo a Polícia Federal) foi desmontado pela PF um esquema de funcionários fantasmas na AL da Bahia, que pelo visto ninguém foi punido? Uma outra pergunta que fica é se esse tipo de arranjo serviu pra o Senhor Marcelo Nilo conseguir tantos mandatos seguidos de presidente da casa? Perguntar não ofende! Segundo o G1, o Esquema, segundo a investigação da Polícia Federal, os salários dos servidores “fantasmas” variavam de R$ 3 mil a R$ 8 mil por mês. A operação localizou transferências diretas entre as contas dos assessores e as contas do deputado, da mulher dele e de um de seus filhos, no período de 2008 a 2010. Foram na época alvos das buscas da PF a Assembleia Legislativa da Bahia (setor de recursos humanos e gabinete do Deputado Estadual Roberto Carlos), o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) de Juazeiro (onde trabalha uma das supostas assessoras do parlamentar) e as residências do parlamentar e de outros oito investigados (suspeitos de serem servidores “fantasmas”).

Não estamos afirmando aqui que seja um esquema semelhante, apenas estamos relembrando um passado recente, pra questionar o que foi feito a respeito e o que o MP da Bahia, acompanha sobre essas tais contratações de assessores de deputados? 

Segundo foi noticiado esses dias, dois ex-prefeitos, derrotados no pleito de outubro, foram agraciados com cargos na Assembleia Legislativa da Bahia. Os dois ex-gestores, ambos do PP, foram alocados no gabinete do deputado estadual Eduardo Salles (PP) na função de secretário parlamentar com remuneração base de R$ 2.850,00. Adelson Carneiro Maia, ex-prefeito de Ponto Novo, que perdeu a disputa para Tiago Venâncio (PMDB), eleito com 51,64% dos votos válidos. Já Carlos Luiz Brandão Leite se candidatou na eleição passada na tentativa de retornar ao cargo de prefeito da cidade de Curaçá, mas Carlinhos foi derrotado por Pedro Oliveira (PSC), que foi eleito com 43,09%.

É muito interessante esse tipo de acordo, quando o desemprego no país só aumenta e a renda do trabalhador só despenca, como político consegue rápido e fácil colocação e vida mansa! Fica aqui nossa indiganação e esperança de que o MP da Bahia, esteja atento a esse tipo de acordos, pois num momento onde só se fala em cortar direitos dos cidadãos, parece que a Assembleia da Bahia não tá nem um pouco preocupada em economizar recursos!

Ainda em 2016 vimos a seguinte notícia:
Bahia: Ex-prefeito de Ipirá é empregado na Assembleia com salário base de R$ 10 mil - De acordo com informações publicadas pelo site Bocão News, o ex-prefeito de Ipirá, Antônio Colonnezi, é o mais novo funcionário do gabinete do deputado estadual Jurandy Oliveira (PSL), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). O ex-gestor assume o cargo de secretário parlamentar desde o último dia 1º de março e seu salário base é de R$ 10 mil, acrescido de gratificações que podem chegar a 125% desse valor. Colonnezi tentou voltar à prefeitura de Ipirá nas eleições de 2012 pelo PP, mas a Justiça Eleitoral barrou sua candidatura, já que ele havia sido condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) por improbidade administrativa com pena de inelegibilidade por oito anos a contar de 2006. A punição acabou no dia 3 de março de 2014.

Como vemos o PP (Partido Progressista) sempre aparece nessas notícias. Engraçado que a nível nacional, também tá enrolado até o pescoço no Petrolão e esteve no Mensalão. Vixi! Lembrem que em 2011 foi aprovado o seguinte: Deputados da BA aprovam mais assessores e com salários maiores Resolução aprovada aumenta de 21 para 26 o número desses funcionários. Já salário passará de R$ 8 mil para até R$ 11 mil.

Em em 2015, lemos na Folha: Assembleia da BA contrata seus ex-deputados: Depois de perderem a eleição no ano passado ou em disputas anteriores, ex-deputados estaduais têm sido acolhidos por antigos colegas em casas legislativas para cargos comissionados que pagam até R$ 21 mil de salário. De acordo com informações publicadas pela Folha, ao menos 42 ex-deputados estão lotados nas assembleias de 12 Estados. 

Até quando o povo brasileiro e da Bahia vai suportar esse tipo de abuso e cinismo? Porque Marcelo Nilo consegue tantos mandatos de presidente da Assembleia? Perguntar não ofende!
Redação do C7
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Google+ Followers