sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Visionário da economia: A empresa (e o homem) por trás da banda rápida do sertão

  (e o homem) por trás da banda rápida do sertão
José Roberto Nogueira, criador da Brisanet: 18 000 quilômetros de banda larga (Jonne Roriz/VEJA)

Um empreendedor cearense leva internet de alta velocidade a 50.000 residências do interior nordestino


Há dois meses, moradores da zona rural de São Miguel, como Dona Maria do Socorro, de 66 anos, tiveram que encontrar espaço para acomodar uma conta adicional: os 70 reais da internet. O motivo: as casas passaram a ser atendidas por uma rede de fibra óptica de alta qualidade. Agora, eles navegam a 15 megabits por segundo, uma velocidade de conexão três vezes maior que a média brasileira e próxima da de países como Coreia do Sul e Estados Unidos. A conexão expressa do sertão nordestino não é obra de grandes multinacionais, para as quais não vale a pena investir naquele ponto remoto. A provedora que transformou o cotidiano na casa de dona Maria e de milhares de outras pessoas no interior do Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba responde pelo nome de Brisanet. A empresa, fundada em 1997, foi concebida e desenvolvida por um empreendedor cearense: José Roberto Nogueira, natural de Pereiro, lugarejo pegado à divisa com o Rio Grande do Norte e a 330 quilômetros da capital, Fortaleza. Em um ano terrível para a economia brasileira, Nogueira, hoje com 51 anos, festeja números excelentes, com a expansão da clientela e também dos funcionários. A rede de fibra óptica administrada pela Brisanet chega hoje a 18.000 quilômetros em 32 cidades. São 50.000 clientes, que se somam aos 25.000 do sistema via rádio. O plano é dobrar o número de municípios atendidos nos próximos anos, alcançando a Paraíba e Pernambuco. Nogueira é um dos milhares, talvez milhões, de brasileiros que carregam o espírito do empreendedor. Por Bianca Alvarenga, de Pereiro (CE)
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