sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Força-tarefa investiga contratos com escritório de Adriana esposa de Cabral

  Adriana esposa de Cabral
Foto: Blog da Lu Lacerda/ IG

Mulher de Cabral na mira da justiça

Sete dos dez maiores contratos firmados nos últimos oito anos pelo escritório Ancelmo Advogados, pertencente à esposa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, preso nesta quinta-feira (18), foram fechados com empresas que receberem benefícios fiscais do governo no mesmo período. Segundo informações do jornal O Globo, que teve acesso a todos os contratos assinados pelo escritório no período, as sete empresas geraram R$ 27,33 milhões em pagamentos – ao mesmo tempo, as companhias receberam juntas quase R$ 4 bilhões em isenções. Os investigadores da Lava Jato apuram a conexão entre os benefícios fiscais concedidos durante a gestão de Cabral e os contratos com o escritório da ex-primeira-dama com as empresas. Estão entre as beneficiadas Telemar, CSN, Light, Reginaves, Metrô, Brasken e Unimed. A força-tarefa aponta que, apesar de casada com Cabral, Adriana não teve “qualquer dificuldade ético-profissional” ao ser contratada por empresas que tinham contratos com o governo fluminense e com concessionárias de serviços públicos. Dois dos contratos analisados estão relacionados a empresas diretamente envolvidas em operações suspeitas com o grupo investigado, que de acordo com o MPF, é liderado por Cabral: o da Reginaves, no valor de R$ 1,1 milhão; e o do Hotel Portobello, de R$ 844 mil. Um dos contratos que se destacam resultou no pagamento de R$ 13 milhões, em 2015, pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio), comandada por Orlando Diniz, vizinho de prédio do peemedebista. A federação tem convênios com o governo. Cabral e Diniz trocaram e-mails em 2014, conforme apontado por reportagem do jornal Folha de S. Paulo. Em uma das ocasiões, o ex-governador pediu a Diniz que aumentasse o salário da chefe de cozinha Ana Rita Menegaz, que dava expediente no Palácio Guanabara e também trabalhava para o Senac, entidade gerida pela Fecomércio. O pedido foi atendido. Cabral também pediu a Orlando uma vaga no Departamento de Marketing do Senac para sua cunhada, Jacqueline Ribeiro Cabral. “Trata-se da minha cunhada. Publicitária com enorme experiência em grandes agências de publicidade. Te agradeço”, disse. Outra ligação entre os dois é a esposa de um dos operadores financeiros do esquema, Carlos Miranda, funcionária do Sesc (também administrado pela Fecomércio) entre 2003 e 2013.

Cabral Preso, Lewandowski vs Gilmar Mendes, Uber Proibidão e Festa de Mc Guimê

  

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