domingo, 27 de novembro de 2016

Contra corrupção: Para estancar crise causada por caso Geddel, Temer diz que vai vetar anistia a caixa 2

  Temer diz que vai vetar anistia a caixa 2
Foto: Lula Marques / Agência PT

Na tentativa de estancar mais uma crise, que culminou na queda de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo, o presidente Michel Temer afirmou em reunião com aliados nesta sexta-feira (25) que vai vetar qualquer proposto do Congresso para anistiar o caixa dois. De acordo com o jornal O Globo, a medida é uma forma de criar uma agenda positiva para o governo e representa um recuo de Temer em relação ao sinalizado a interlocutores menos de 24 horas antes, quando dizia que o texto aprovado pelos parlamentares seria sancionado integralmente, independentemente de estabelecer ou não anistia a crimes. Em vídeo postado nas redes sociais, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF), líder do partido na Câmara, afirmou que Temer o autorizou a anunciar para população que vai barrar a proposta de anistia. “Caso o Congresso Nacional venha a aprovar qualquer tipo de anistia, não só o caixa dois, mas qualquer outro crime, o presidente Temer vetará imediatamente”, disse Rosso. Ainda segundo a publicação, a Procuradoria-Geral da República vai chamar o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para explicar a suposta participação dele na articulação para pressionar o ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero, a liberar a obra do Edifício La Vue, em Salvador, onde Geddel tinha contrato de compra e venda de apartamento. Logo depois, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai estudar se pede ao Supremo Tribunal Federal abertura de inquérito para investigar Padilha. Caberá também a Janot analisar se há indícios suficientes para estender a Temer uma eventual investigação. Em depoimento à Polícia Federal, Calero acusou Temer, Padilha e Geddel de pressioná-lo a contrariar parecer técnico do Iphan e autorizar a retomada das obras do La Vue, ou a transferir a decisão sobre a questão do patrimônio histórico para a Advocacia-Geral da União (AGU).

 gravações apresentadas por Marcelo Calero

A Polícia Federal analisa as gravações apresentadas pelo ex-ministro Marcelo Calero como prova de que foi pressionado por integrantes do governo Temer a tomar uma decisão que favorecia interesses pessoais do agora ex-ministro Geddel Vieira Lima. Calero informou à Polícia Federal que gravou o presidente Michel Temer, os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel, além de outros servidores do Planalto. Ele entregou uma série de áudios que comprovariam suas acusações. Conforme investigadores, o equipamento utilizado não era profissional e a qualidade do áudio captado é ruim. Por essa razão, as gravações foram submetidas a um tratamento técnico. Segundo relatos, algumas conversas estão melhores e outras piores. Esse fato justifica a demora na análise do material. Dessa forma, ainda não é possível dizer quais trechos do diálogo com o presidente Temer relatados por Calero em depoimento à PF foram captados pela gravação. A Polícia Federal só irá encaminhar as gravações para a Procuradoria-geral da República após verificar se o conteúdo confere com as informações prestadas pelo denunciante. São analisados se as conversas têm relação com os fatos narrados. A PF não pode investigar políticos com prerrogativa de foro sem autorização do STF. Por isso, nessa etapa de análise a perícia não deve entrar no mérito de quem são as vozes.

A saída de Geddel Vieira Lima da Secretaria de Governo – o agora ex-ministro pediu demissão nesta sexta-feira (25) – deixou felizes alguns ministros e presidentes de estatais. De acordo com a coluna Expresso, da revista Época, nos bastidores, se diz que Geddel tinha grande interferência em outras pastas e tentava desgastá-los na Esplanada. Ainda segundo a publicação, no time dos contentes, estão o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e o ministro dos Esporte, Leonardo Picciani. Geddel é o sexto ministro a cair em pouco mais de seis meses da gestão Michel Temer. Ele saiu do governo em meio a denúncias de tráfico de influência feitas pelo ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero. De acordo com o ex-titular da Cultura, Geddel o pressionou, por interesses pessoais, para interceder junto ao Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan) pela liberação das obras do edifício La Vue, na Ladeira da Barra, em Salvador. A construção havia sido embargada pelo órgão. O ex-ministro da Secretaria de Governo tem um contrato de compra e venda de apartamento no local.

A demissão de Geddel Vieira Lima foi marcada por momentos de emoção entre o agora ex-ministro e o presidente Michel Temer. Segundo relatos de amigos do presidente, a conversa definitiva entre os dois foi sentimental, com direito a rememorar pontos da história em comum entre eles. De acordo com a coluna Painel, depois, durante telefonemas a líderes aliados, o demissionário também demonstrou bastante emoção. No almoço com o PSDB nesta sexta-feira (26), o abatimento do presidente foi notado. “Não era o Michel de sempre”, resumiu um tucano. Apesar de ter deixado a pasta, Geddel continuará nas articulações políticas. Ele seguirá ajudando Temer nos bastidores.

DEGRADANTE! Congresso no FUNDO do POÇO. BOLSONARO: POVO vai INVADIR e FECHAR o PARLAMENTO. 

VEJAM SÓ O RECADO QUE ESTE SARGENTO MANDOU


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Minha lista de blogs

Google+ Followers