sábado, 28 de abril de 2018

Queimadas Bahia: as polêmicas na educação e o voluntariado


A educação precisa acima de tudo de organização


Recentemente rolou mais uma polêmica no município de Queimadas. Dessa vez foi por causa de uma ação envolvendo a direção do colégio SONIA MARIA SILVA, na sede do município. Referente a um pedido que teria sido feito aos alunos, de uma colaboração para comprar mesas para que os alunos pudessem lanchar com maior conforto. Alguns pais reclamaram e se disseram indignados, enquanto outros disseram não ver nada demais. A Secretaria em nota nas redes sociais se manifestou negando que tivesse autorizado tal ação.

Bem, todos sabemos que a direção é eleita e independente e pode ter sido sim, apenas uma ação da direção sem conhecimento do secretário de educação. Porém, com conhecimento ou não da secretaria, não tira a responsabilidade da gestão municipal, pois se o diretor tomou essa decisão, foi por querer resolver algo que já deve se arrastar por muito tempo. Não temos dúvida que a direção fez isso, pensando no bem dos alunos e sem nenhuma maldade. No entanto, errou em não comunicar antes aos país. Poderia ter sido feita uma reunião e pedir a colaboração diretamente aos pais sem constranger os alunos.



Mas seria errado pedir colaboração dos pais? A nosso ver é errado sim, por diversos motivos, os quais vou destacar aqui: Em primeiro lugar, sou terminantemente contra o cidadão tomar frente de serviços exclusivos do município. Em segundo lugar, os recursos enviados ao município são sem sombra de dúvida suficientes para que não faltem mesas, cadeiras, materiais escolares, merenda ou transportes. Muitas pessoas tem uma boa fé, e acham que está na obrigação do cidadão ajudar a gestão municipal a cumprir seu papel. Muitos caem na velha conversa de gestores municipais que adoram citar crises econômicas para se esquivarem de seus compromissos, no entanto, ficam bem caladinhos quando aumentam os recursos, quando caem recursos extras e quando querem esbanjar ou beneficiar apadrinhados com folhas de pagamentos inchadas, licitações superfaturadas e tantas outras ingerências. Não estou me referindo especificamente como um fato concreto ao município de Queimadas, mas, numa citação abstrata que vale para toda e qualquer cidade do Brasil.

É muito normal, ver puxa-sacos, tentando encobrir erros, diminuindo ingerências e dando razão, como se prefeitos ou secretários comprassem as coisas do município do próprio bolso, o que não é verdade. O brasileiro já é penalizado de todas as formas, com impostos exorbitantes e paga até mesmo taxa de iluminação pública, quando na verdade as concessionarias teriam que ofertar gratuitamente junto com os municípios, mas, acontece ao contrário. Tudo querem tirar das costas do cidadão. Então que os gestores públicos, cumpram com seu papel, que é apenas o de usar corretamente os recursos que chegam com sabedoria e eficiência. 

O município de Queimadas, já age de forma muito estranha quando não fornece farda escolar aos alunos, pois vemos todo ano, os pais tendo que comprar, sendo que na maior parte dos municípios brasileiros as fardas são dadas pela secretaria municipal de educação. De alguns anos pra cá, especialmente após o Fundeb, muitas prefeituras querem levar a vida só pagando os professores, o transporte e a merenda, sem dar as devidas manutenções as escolas. Ficam se encostando nos recursos que vem direto pra escola e fingem não ver o que precisa ser feito nos prédios. Foram criados colegiados e tantos outros artifícios para fiscalizar as escolas, mas, sinceramente, não ouvimos um ai de lugar algum. Felizmente, vemos que o Conselho do Fundeb e Conselho Municipal de Educação tem funcionado bem e com coragem no município de Queimadas. Só que para completar essa ação, precisaríamos de uma Câmara de Vereadores que fosse parceira desses conselhos e não vemos isso acontecer, infelizmente. Já faz algum tempo, que o Conselho do Fundeb e APLB fez graves denúncias, inclusive levando aos vereadores e não vimos nenhuma atitude.

Mas, voltando a questão de cidadãos voluntários, vemos sim que pais e alunos, poderiam sim colaborar com a gestão pública, pois uma sociedade moderna, funciona como uma engrenagem. No entanto, isso seria legítimo, com gestões eficientes, que dessem ao povo, o retorno merecido. Mesmo nos EUA e na Europa, os cidadãos até mesmo de regiões ricas cumprem esse papel de voluntariado, mesmo tendo governos bem afortunados, no entanto, eles fazem isso por saber que todos os recursos são aplicados com eficiência. Já no caso do Brasil os governos adoram falar em crise para não cumprirem seu papel. Um bom exemplo é o governo federal, quando vemos MICHEL TEMER, falando em crise e teto de gastos, cortando aqui e acolá, porém só cortando para os pobres. E na hora de beneficiar aliados, fazendeiros milionários, deputados vendidos e empresários ou bancos gananciosos, nunca faltam benefícios. Vimos que liberaram bilhões no Refis, nas multas dos ruralistas e tantas outras mamatas... Portanto, sou totalmente contra que o cidadão pegue seu dinheiro e gaste seu tempo, fazendo serviços para órgãos públicos, quando as prefeituras e governos estão apinhados de apadrinhados ganhando regalias sem trabalhar e onde os recursos públicos não são bem aplicados. Uma boa educação é direito de todos, até porque o Fundeb e mesmo o governo estadual, enviam muito dinheiro para suprir todas as necessidades.



Da redação do C7 NOTÍCIAS
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