sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ponto Novo, Cansanção e Santaluz: Servidores da educação protestam contra reforma da Previdência


Protesto contra reformas trabalhista e da Previdência e contra o governo Temer é realizado em Santaluz


Profissionais da educação protestaram nesta sexta-feira (28) contra as reformas da Previdência, trabalhista e lei da terceirização. O movimento em Ponto Novo foi convocado pela APLB Sindicato. Portando faixas os manifestantes realizaram uma passeata pelas principais ruas da cidade, além de uma ação de panfletagem. (Confira fotos) - Web Interativa




Centenas de manifestantes participaram de um ato contra as reformas trabalhista e da Previdência e também ao governo do presidente Michel Temer. O protesto, que durou pouco mais de duas horas, contou com a participação de estudantes, servidores públicos e da comunidade em geral. A manifestação foi convocada pelo Sindicato dos Funcionários Públicos de Santaluz (Sindfunps), Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares (Straf), Associação dos Agentes de Combate as Endemias de Santaluz (AACESLUZ), Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde (Sindracs) e APLB Sindicato-Delegacia Sisal Norte. Representantes do Partido dos Trabalhadores (PT) também participaram do ato. img_0822 Foto: Notícias de Santaluz A concentração começou por volta das 8h, na Praça Coronel José Leitão. Com faixas e cartazes, e gritando ‘fora Temer’, o grupo seguiu até a Praça da Igreja Matriz, percorrendo as principais ruas e avenidas do centro da cidade. O trânsito foi bloqueado para veículos em alguns pontos durante a passagem dos manifestantes. Notícias de Santaluz

Foto: Notícias de Santaluz

Foto: Notícias de Santaluz

A greve geral desta sexta-feira (28), convocada por diversos movimentos e entidades populares, já é considerada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) como a maior mobilização da história do Brasil. A central sindical comparou a greve desta sexta-feira ao movimento de 1989, quando 35 milhões de brasileiros paralisaram os trabalhos. As mobilizações são para denunciar os cortes de direitos promovidos pelas propostas de reformular as leis trabalhista e previdenciária do governo de Michel Temer (PMDB). Para Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a greve de hoje é histórica e pode representar uma mudança de rumo na luta do país. “O Brasil inteiro parou em diversas categorias com uma forte unidade das centrais sindicais com outros segmentos da sociedade. Essa greve pode marcar uma inflexão em que os trabalhadores saem da defensiva e podem adquirir maior protagonismo. É um dia que entrará para a história do povo brasileiro”, avalia. “A sociedade hoje decretou que é contra as reformas do Temer. Que é contra o governo Temer. Governo Temer que já estava capengando, hoje é sepultado. Ele tem 5% de credibilidade com a greve geral do jeito que ela foi colocada, diminui ainda hoje!”, disse o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas.



Professores, Estudantes, Movimentos sociais, sindicatos e trabalhadores em geral participaram de uma grande manifestação na manhã desta sexta-feira (28) em Cansanção contra as reformas Trabalhistas e da Previdência. Um dos principais motivos da manifestação são novas regras previstas na reforma previdenciária, como a definição de uma idade mínima para o trabalhador poder se aposentar. “Estamos batalhando contra aspectos como idade mínima para aposentadoria, a regra de transição, que acaba prejudicando os trabalhadores que começaram mais cedo. Governo corrupto não tem moral para tirar nossos direitos” disse um dos manifestantes. As principais agências bancárias da cidade resolveram aderir a paralisação, já o comercio optou por funcionar normalmente. Com faixas, cartazes e gritos de “Fora Temer” os manifestantes percorreram as principais ruas da cidade em um movimento ordeiro e pacífico. Por: Portaldenoticias.net (Fotos: Ceará Som)










O Instituto Não Aceito Corrupção


O Instituto Não Aceito Corrupção é uma associação apartidária, sem fins lucrativos, fundada em julho de 2015 (leia nosso estatuto). A entidade surgiu da articulação de um grupo de cidadãos que viu na crise política instalada a partir de junho de 2013, com os protestos de rua, uma oportunidade para transformar indignação em esforços estruturados para o enfrentamento da corrupção. Somos pessoas com backgrounds diferentes e formações profissionais bastante distintas, o que nos traz uma vocação multidisciplinar. Usaremos o Direito, a Estatística e a Comunicação como principais ferramentas de trabalho. Entendemos que o conhecimento atual sobre corrupção é superficial, e que seu aprofundamento é indispensável para prevenir e combater a corrupção de forma eficiente, tanto nas instâncias oficiais, quanto na percepção da sociedade. Atuaremos em três frentes: pesquisa, políticas públicas e educação/mobilização. Levantaremos informações sobre incidência e repressão à corrupção, e aos atos ilícitos relacionados, como fraudes a licitações, enriquecimento sem causa, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, entre outros. Usaremos esses dados para fazer uma discussão qualificada de leis e projetos de lei, de modo a contribuir para a adoção de regras eficientes no enfrentamento ao mau uso dos recursos públicos. E, por fim, disseminaremos conhecimento sobre compliance empresarial e estatal, ferramentas de fiscalização do Poder Público, transparência e acesso à informação, entre outros, com o objetivo de reverter a cultura de corrupção que, por tanto tempo, vigorou no Brasil.

CONHEÇA AS TRÊS MAIS VIOLENTAS CIDADES DA BAHIA

No último dia 14 de março, um homem foi morto no bairro da Ribeira
Mila Cordeiro | Ag. A TARDE | 14.03.2017

Violência que só cresce é bem pior no Nordeste


Passou batido pela maioria da mídia um estudo realizado pelo Centro Cidadão para Segurança Pública e Justiça Penal, do México, sobre as 50 cidades mais violentas do mundo. O detalhe é que 19 das 50 estão no Brasil, e das nossas 19, nada menos que 10 estão no Nordeste e três no Norte do país. Na banda baiana, Feira de Santana tem a pior situação, ocupando a 15ª posição, com a taxa de 60,23 homicídios por cada 100 mil habitantes; seguida de Vitória da Conquista, na 16ª posição, com 56,45; e Salvador e região metropolitana, na 20ª posição, com 54,71. São números bem menores do que a campeã, Caracas, na Venezuela, com 130,35, e também de Natal, a mais violenta do Brasil, na 10ª posição, se é que isso serve de consolo. Uma olhada no Mapa da Violência confirma que o Nordeste é a região mais violenta do país, com uma taxa de homicídios da ordem de 120 por cada 100 mil habitantes. E a Bahia fica aí com os seus 161,7, altíssimo, embora bem abaixo dos 379 do Rio Grande do Norte ou dos 300 do Maranhão, também se isso serve de consolo. É um cenário desolador. Resultado da falta de liga entre a representação política e os anseios coletivos. Os políticos dizem que não é bem isso. Mas é principalmente isso. (TEMPO PRESENTA – A TARDE)

Estiagem: Itiúba entra em emergência; 4,3 milhões de baianos já são afetados

(Foto: Reprodução / Mapio Net)

Seca prolongada


O município de Itiúba, na região sisaleira, teve o decreto de situação de emergência reconhecido nesta quinta-feira (27). A condição vale por 90 dias, sendo contados a partir de 20 de abril, quando foi estabelecido pela prefeita Cecília (PCdoB). Na cidade, a população afetada é de 36,1 mil, o que representa 96,3% da população de 37,5 mil. Os dados foram enviados pela prefeitura à Superintendência de Proteção e Defesa Civil do Estado (Sudec). Em toda a Bahia, já são 226 cidades com decreto de emergência por estiagem em vigor. Ainda segundo a Sudec, 4,3 milhões de pessoas são prejudicadas pelo problema climático, percentual de 28,2% dos 15,2 milhões de baianos, conforme a última estimativa do IBGE em 2016. (BAHIA NOTICIAS)
por Francis Juliano

Gostosa! Aos 47 anos, Luciana Gimenez posa nua com o corpo coberto apenas por um lençol



Luciana Gimenez mostra sua boa forma, aos 47 anos. Mãe de dois filhos, a apresentadora confessa seu receio em parecer vulgar nas fotos mais sensuais: “Sempre faço cara sexy, mas quando a foto é nua, pode ficar vulgar. Aí, tento ficar séria”, diz Luciana, que abriu um sorrisão ao posar nua só com um lençol para a revista “AbsolutMag”. Luciana Gimenez, que trabalhou como modelo antes de entrar para a TV, já foi alvo de críticas nas redes sociais por conta da magreza. Com 1, 81m de altura e 58 quilos, a apresentadora se diz feliz com o corpo. Fonte: Extra/Globo

Luciana Gimenez posa sexy aos 47 anos Foto: danilo borges/ absolutmag.com.br/ divulgação

Loira gostosa! Namorada de Latino posa sensual e cantor se derrete: "sereia na minha vida"



Jéssica Rodrigues, a musa fitness namorada do cantor Latino, posou bem sensual de maiô e biquíni em dia de piscina, ostentando sua silhueta irretocável diante das lentes do fotógrafo Igo Quaresma. Apaixonado, o cantor, que apresentou a loira oficialmente durante o Carnaval deste ano, se declarou à beldade. "Ela é sereia de olhos azuis que está sendo treinada pra nadar de braçada na minha vida", disse o cantor sobre a amada.






Fonte: Quem Acontece

EXCLUSIVO: PROPINA PARA LULA SAÍA DE ESTALEIRO DA ODEBRECHT


O Antagonista apurou que Renato Duque vai revelar a Sérgio Moro que a propina da Sete Brasil para Lula e Antonio Palocci saía dos contratos da empresa com o estaleiro Enseada Paraguaçu, da Odebrecht em parceria com OAS, UTC e Kawasaki. O pré-sal era o bilhete premiado de Lula.


Violência: Klayne Moura, a Médica baleada em favela no Rio relata cena de pânico: 'Pedi que não me matassem'


A médica Klayne Moura Teixeira de Souza, 28 anos, baleada nesta quarta-feira (26) no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, afirmou que ficou "apavorada" ao se deparar com traficantes armados na entrada da favela. Ela tentava chegar ao Detran, no centro do Rio, mas acabou entrando em um lugar errado por conta do aplicativo Google Maps. Ao Extra, ela contou que pediu para não ser morta e que os próprios traficantes a socorreram. "Eu fiquei com medo, fiquei apavorada. Pedi muito para que não me matassem. Eram muitos homens armados. Muitos mesmo. Eu me assustei quando os vi e acelerei. Meu carro foi atingido por muitos disparos. Foi quando vi um homem batendo na janela do meu carro e pedindo para abaixar o vidro. Fiquei com medo e não abaixei. Quando saí, já estava baleada. Ele viu que eu era mulher e disse que não ia fazer nada comigo. Eu me identifiquei como médica e eles disseram que precisavam me tirar dali porque a facção rival poderia me encontrar e me matar. Me levaram de moto para a ONG onde me ajudaram. Os funcionários da ONG foram maravilhosos comigo", relata. Atingida no ombro, a médica foi levada para o Hospital Miguel Couto, o mesmo em que trabalha, mas recebeu alta e já está em casa. Ela é do interior do Ceará e mora no Rio de Janeiro há dois anos - os pais continuaram em Brejo Santo, região do Cariri, e um irmão dela, que mora em Juiz de Fora, viajou para fazer companhia à irmã. A médica explica que ia ao Detran trasnferir documentos do carro e acabou se perdendo na Avenida Francisco Bicalho, quando o app alterou o roteiro e ela foi parar por engano na comunidade Nova Holanda. "Eu não conheço o Centro do Rio direito e me perdi. Não sei nem dizer direito onde foi. Sei que o aplicativo marcava que faltava pouco para chegar e, de repente, alterou para 21 minutos. O retorno mais perto que ele me dava era nesse local", diz. O carro da médica, um Honda Civic com película nos vidros, passará por perícia. Ainda não há previsão de quando ela irá ser ouvida.

Justiça cara e lenta! Soma de benefícios faz com que magistrados do RJ recebam o triplo dos salários

Juízes e desembargadores do TJRJ receberam mais de R$ 100 mil, valor que supera teto constitucional. Tribunal informou que não há irregularidade.



Só pra relembrar! Notícias - Desembargadores do TJRJ recebem supersalários - Globo 24-01-12.

Juízes e desembargadores da Justiça do Rio de Janeiro receberam, nos últimos meses, valores que chegaram a ser três vezes mais alto que os salários dos magistrados. Num momento em que o RJ está imerso numa crise, as indenizações e gratificações pagos aos magistrados fizeram com que os salários superassem, e muito, o teto constitucional de R$ 33.763 mil, que equivale ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. No último mês do ano passado, um levantamento feito pela GloboNews mostrou que só naquele mês 1.485 juízes e desembargadores receberam muito mais do que o teto. Em alguns caso, quando somado o 13º salário, alguns magistrados receberam R$ 137.427,52. Mesmo com os descontos, os juízes e desembargadores receberam mais de R$ 100 mil. Ao contrário do judiciário estadual, grande parte do funcionalismo do RJ não recebeu o 13º salário. Os altos valores dos salários dos servidores do TJRJ se repetem em janeiro, quando 323 magistrados novamente receberam mais do que o valor do teto constitucional. No mês seguinte, de novo, e um número ainda maior: 338 juízes e desembargadores. As informações foram obtidas no portal da transparência do próprio tribunal, que estava desatualizado desde agosto de 2016. Em nota, o Tribunal de Justiça informou que os vencimentos incluem indenizações e gratificações, além de férias e 13º. Por isso, segundo a explicação, não é possível dizer que os valores estejam desrespeitando o teto constitucional. 



No texto, são detalhados os benefícios: "indenizações por férias não gozadas, indenização de transporte, abono de permanência e por aulas ministradas na Escola de Magistratura e Escola de Administração Judiciária, auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio pré-escolar (concedido aos magistrados que tenham dependentes até 7 anos de idade) e auxílio-educação limitado a três filhos. Tais verbas auxiliares estão previstas em lei, de 2009, que rege a magistratura do RJ. A mesma lei é alvo de uma Ação de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal. O julgamento foi adiado em maio e 2012 depois de um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Outras três ações referentes ao auxílio-moradia também devem ser julgadas pela suprema corte. A produção da GloboNews procurou a Associação de Magistados do RJ e Conselho Nacional de Justiça, mas, até a veiculação da reportagem, não obteve resposta.
Do G1

EXCLUSIVO: SETE BRASIL RENDEU PROPINA A LULA, DIRCEU E PALOCCI



O Antagonista apurou que Renato Duque vai contar a Sérgio Moro que o esquema de corrupção na Sete Brasil foi montado a pedido de Lula.
Duque vai contar também que Pedro Barusco não gostou de saber que receberia menos do que estava acostumado na Petrobras. "Não adianta reclamar", disse o ex-diretor de Serviços ao subordinado. "Dirceu e Lula têm que receber também."
A equação foi assim dividida:
- do 1% dos contratos para a construção dos navios-sonda, 1/3 era para a "Casa", sendo esse valor subdividido em seis partes, cabendo uma parte ao próprio Duque, outras duas a Barusco e João Carlos Ferraz, e o restante entre outros executivos.
- os 2/3 do 1% eram destinados ao PT, sendo 1/3 desse valor dividido entre João Vaccari, José Dirceu e Milton Pascowitch e 2/3 entre Lula e Antonio Palocci.
Como publicou o Antagonista antes, parte dessa propina foi usada para pagar João Santana na campanha de eleição de Dilma em 2010.

Momento Antagonista: 'Enterro' de Lula já tem data


Renato Duque colocará uma pá de cal na cova política de Lula, no próximo dia 5. Entenda por que na análise de Claudio Dantas.

Sérgio Cabral diz que pagou itens de luxo com dinheiro de caixa 2, mas nega que dinheiro seja propina



Ex-governador do Rio de Janeiro falou que quantia era de sobras não contabilizadas de campanhas eleitorais.


Ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral disse em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, nesta quinta-feira (27), que os itens de luxo comprados por ele e pela mulher, Adriana Ancelmo, foram pagos com recursos próprios e que, em determinados casos, esse dinheiro era proveniente de caixa 2. De acordo com o governador, o dinheiro era de sobras de campanhas eleitorais, que ele usava para fins pessoais. Cabral, Adriana e outras três pessoas respondem a um processo em que em que o Ministério Público Federal acusa o ex-governador de receber dinheiro da construtora Andrade Gutierrez, para ajudar a empreiteira a conseguir licenças estaduais para realizar obras da construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que pertence à Petrobras. No depoimento desta quarta-feira, Cabral foi orientado pela defesa a responder apenas às questões feitas pelos próprios advogados. A resposta sobre a origem do dinheiro para pagar os artigos de luxo veio em uma dessas perguntas, quando ele foi questionado sobre quem fazia as compras, se era ele ou a mulher. Embora tenha reconhecido o uso de caixa 2, Cabral nega que esse dinheiro tenha sido pago pela Andrade Gutierrez. "As compras eram feitas por mim, com recursos meus e sob minha responsabilidade. Havia alguns produtos que ela poderia escolher o produto. Alguma coisa para a casa, algum vestido que eu havia comprado para ela. Agora, são recursos meus. Recursos próprios meus e recursos... Eu vejo aqui, doutor Moro, que vossa Excelência tem ouvido aqui muitas observações a respeito de caixa 2, de sobra de campanha. Isso é fato. Isso aí é um fato real na vida nacional e eu reconheço esse erro. São recursos próprios e recursos de sobras de campanha, de caixa 2. Foi com esses recursos, nada a ver com a minha mulher e muito menos com essa questão dessa acusação de Comperj", disse.

Cabral justificou o recebimento de dinheiro não contabilizado na campanha ao fato de ser um político com "alto desempenho eleitoral" dentro do Estado do Rio de Janeiro. "Eu não posso negar que houve o uso de caixa 2 e houve o uso de sobras de campanha de recursos, em função de eu ter sido um político sempre com um desempenho eleitoral muito forte no estado, o financiamento acontecia e esses fatos são reais", afirmou. Durante o depoimento, o ex-governador tentou ainda isentar a mulher, Adriana Ancelmo, de qualquer participação nas irregularidades. "Minha mulher não conhece nenhum desses personagens que são citados, executivos da Petrobras, etc. São responsabilidades minhas, diretas", garantiu.


Vestidos de R$ 57 mil foram presente, diz Adriana Ancelmo 

Diferente do marido, Adriana Ancelmo decidiu responder a todas as questões que lhe foram feitas. O juiz federal Sérgio Moro perguntou se Adriana lembrava sobre uma compra de móveis, por mais de R$ 56 mil, realizada em 2010, que foi paga por meio de vários depósitos em dinheiro, alguns feitos no mesmo dia, mas em valores sempre inferiores a R$ 10 mil. "Me recordo e fiz as escolhas de todos esses mobiliários aí sim, que eram inclusive para um home office que o Sérgio estava montando em casa. Eu fiz efetivamente essas escolhas. A regra era que a arquiteta me acompanhava. Nós íamos a algumas lojas, víamos seleções e opções, ela avaliava em relação a espaços e como nós ao final definíamos o que seria comprado e, automaticamente, esses orçamentos eram encaminhados à Sônia Batista, secretária do Sérgio, para que ela providenciasse o pagamento por instrução do próprio Sérgio", declarou. Sobre a compra de mais de R$ 57 mil em vestidos, no início de 2014, Adriana disse que foi um presente do ex-governador e que os valores foram pagos por ele. Adriana disse desconhecer a estrutura, origem do dinheiro usado por Cabral para o pagamento das despesas. "Pelo que eu li da denúncia, obviamente, o que se diz é numa tentativa de fazer uma estruturação de pagamento [sempre com depósitos em dinheiro em valores inferiores a R$ 10 mil] com o objetivo de fugir de um controle. Isso não é, de forma alguma, senão jamais teria permitido que qualquer nota, ou que qualquer compra. Jamais iria realizar uma compra dessa se imaginasse que havia essa intenção", disse a Moro. O juiz citou compras de terno por Sérgio Cabral no montante de R$ 280 mil e perguntou a Adriana se os valores eram compatíveis com o patrimônio e renda do ex-governador. Ela disse que não sabia o patrimônio do marido quando os dois se casaram. "Como ele não sabia o que eu tinha. Se ele tinha aplicações, os dividendos dessa empresa. Nosso relacionamento era de absoluta confiança. Eu em momento nenhum questionei ele porque ele estava trazendo uma pessoa para medir um terno para ele e ele adquirir esse terno. Eu não sabia sequer o preço de um terno da Ermenegildo Zegna. Nunca o questionei em relação a isso", afirmou.


Ainda de acordo com Adriana, as despesas da casa eram todos encaminhados ao escritório de Cabral. "Tudo aquilo que fosse pertinente à casa, aos filhos e à família eu, na condição de mulher acabo tendo essa atribuição também, fazia esse trabalho, de escolha de mobiliário, de reformas, de troca de armários, enfim, do que fosse necessário. Eu fazia isso, e encaminhava ao escritório para que eles definissem dentro do escopo, sempre dentro do escopo do que era encaminhado pela loja", explicou. Adriana afirmou que não conhece nenhum dos executivos da Andrade Gutierrez que constam na denúncia e disse que só soube dos fatos descritos pelo MPF pelo noticiário. "Não consigo imaginar por que eu figuraria como intermediadora, se foi o que eu bem entendi da leitura da denúncia, de um crime de corrupção passiva, desconhecendo fatos e pessoas". Sobra a declaração de Michele Thomaz Pinto, sua ex-secretária pessoal, de que Adriana recebia de R$ 200 mil a 300 mil por semana de Luiz Carlos Bezerra, a ex-primeira-dama do Rio comentou que a "declaração absurda" trata-se de uma "represália". Segundo a mulher de Cabral, a secretária a "fraudou" e a "roubou", usando cheques assinados e cartão de crédito sem autorização para compras pessoais. "Ela estava me fraudando e me roubando há muito tempo. Eu atribuo essa declaração absurda a uma represália. Jamais o Bezerra esteve entregando valores em espécie no meu escritório", afirmou. Sobre a denúncia de lavagem de dinheiro por meio de compras em lojas de luxo, Adriana disse que se tratavam ou de compras pagas com dinheiro em conta corrente dela ou de presentes do marido, em cujos recursos sempre confiou que eram lícitos. "Ele dizia que eram recursos lícitos e eu acreditei. Meu marido. Eu não questionava. Acreditava que os valores eram pagos com dinheiro lícito, fossem presentes ou fosse mobiliário escolhido para a residência", disse. A ex-primeira-dama também disse que jamais manteve dinheiro fora do Brasil e que, quanto às denúncias, Cabral sempre lhe informou que se tratavam de mentiras, de questões políticas.
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