domingo, 16 de abril de 2017

Delações no STF: A aula de jornalismo de Emílio Odebrecht


As empreiteiras da Carta Capital


A Carta Capital recebeu dinheiro de outras empreiteiras, sempre a pedido de Lula.
O procurador perguntou quais eram essas empresas.
Emílio Odebrecht respondeu:
“OAS, Andrade Gutierrez, Camargo Correa, o próprio BTG”.
O procurador perguntou quanto cada empresa pagou.
Emílio Odebrecht respondeu:
"Dois, três milhões... de pelo menos uns três, quatro ou cinco doadores".
A Carta Capital, portanto, pode ter recebido 15 milhões de reais das empreiteiras do petrolão.
Boa Páscoa, Mino Carta.


Emílio Odebrecht deu uma aula de jornalismo.
Depois de dizer que repassou 8 milhões de reais à Carta Capital, ele explicou como sua empreiteira comprava a imprensa.
O procurador perguntou:
"Havia aqui um intuito de ter um órgão de imprensa a favor desses doadores que não publicassem matérias contrárias?"
Ele respondeu:
“Olhe, nossas ajudas à imprensa sem dúvida nenhuma nós colocávamos sempre o seguinte... Meu filho, você tem que defender também as coisas... Eu não quero que esteja tolhido de dar informações, mas não explore as informações, são coisas diferentes. Essa sempre foi uma conversa que eu tive institucional com todos. Porque as ajudas sempre existiram para todos os veículos. Olhe... O único que eu não me lembro se houve nenhuma ajuda direta foi a Globo”.
O procurador perguntou de que maneira a Odebrecht pagava a imprensa.
Ele respondeu:
“Por exemplo, fazer uma divulgação do balanço que nós não fazíamos normalmente num determinado veículo, a legislação não obriga você fazer a todos. Então, eu posso ampliar para mais um. São uma receita adicional que entra em compensação ao dinheiro que foi emprestado.
Isso daí sempre existiu e naturalmente o que eu colocava era o seguinte: 'Não quero que vocês deixem de dar notícia, só não quero que vocês fiquem explorando a notícia'. São coisas completamente diferentes”.


Fonte o Antagonista

Sexo oral na igreja: Pastor Abusa de Fiéis Dizendo Ter o Pênis Abençoado - Veja as Fotos

Pastor Abusa de Fiéis Dizendo Ter o Pênis Abençoado - Veja as Fotos - 
Esse é o pastor Valdecir, que chegou a abusar também de algumas idosas, se defende falando que teve um encontro com Jesus num bordel. Inacreditável

O pastor pedia boquete pras fiéis


O pastor Valdecir Picanto Sobrinho, de 59 anos, foi preso no interior de Aporé, interior de Goiás, sob a acusação de que abusava sexualmente das mulheres da cidade utilizando o pretexto que teria o pênis abençoado. “Ele nos convencia de que Deus só entraria em nossa vida pela boca e por isso nós deixávamos ele fazer o que fazia”, relata a jovem M.R., de 23 anos, que prefere não se identificar. “Muitas vezes, após os cultos, o Pastor Valdecir nos levava para um terreno nos fundos da igreja e pedia para a gente fazer oral nele até o espírito santo aparecer por meio da ejaculação”, completa a jovem desolada. Valdecir, que chegou a abusar também de algumas idosas, se defende falando que teve um encontro com Jesus num bordel e que Ele lhe deu a missão de “distribuir o leite sagrado” por todo o estado, começando pelos fiéis da Assembléia de Aporé, do qual é responsável. “Vocês estão prendendo um servo do Senhor e ainda se arrependerão disso. Espero poder continuar com meu belíssimo trabalho dentro da prisão”, reluta o sacerdote. Denise Pinheiro, delegada responsável pela região, diz que Valdecir foi pego em flagrante enquanto esfregava seu membro no rosto de uma comerciante local, em que prometia ter mais vendas em seu negócio caso deixasse ser derramada pelo líquido divino. Denise ainda completa: “quando autuamos o senhor Valdecir, ele não ofereceu resistência e ainda perguntou se eu queria fazer parte do reino dos céus durante o trajeto para a delegacia. Ele não tem vergonha de tais atos e acha tudo a coisa mais normal do mundo” Valdecir pagou fiança e foi liberado após prestar 3h de depoimento. Forte: Portal Hoje

Sexo oral na igreja Pastor Abusa de Fiéis Dizendo Ter o Pênis Abençoado - Veja as Fotos

Desde 1998, nem Paulo Henrique Amorim conseguia entender os negócios de Lula com os amigos - veja o vídeo


O Dia que Paulo Henrique Amorim tentou entender os negócios obscuros de Lula


O esforço da investigação de Amorim buscava demonstrar que o apartamento de cobertura em que morava Lula era fruto de uma maracutaia envolvendo Roberto Teixeira, compadre do petista (e hoje um de seus advogados), e também o dono da construtora que levantou o edifício, que teria obtido um benefício ilegal na Prefeitura de São Bernardo quando o petista Djalma Bom era o prefeito.


'A Lava Jato pegará o Poder Judiciário', afirma Eliana Calmon, ex-ministra do STJ


Ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a baiana Eliana Calmon acredita que a Operação Lava Jato ainda vai atingir o Poder Judiciário, mas em um "segundo momento". Durante entrevista à Folha de S. Paulo, ela disse que existe muito a ser investigado no setor. "Entendo que a Lava Jato pegará o Judiciário, mas só numa fase posterior, porque muita coisa virá à tona. Inclusive, essa falta tem levado a muita corrupção mesmo. Tem muita coisa no meio do caminho. Mas por uma questão estratégica, vão deixar para depois", declarou. Calmon acusou o corregedor nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), João Otávio de Noronha, de tentar blindar juízes em entrevistas e criticou a ideia de que não se deve punir o Poder Judiciário. "Ele diz que é preciso dar mais autoridade aos juízes, para que se sintam mais seguros. Caminha no sentido bem diferente do que caminharam os demais corregedores", avaliou. A ministra aposentada do STJ ainda comentou a lista de investigados a partir das delações premiadas da Odebrecht e disse se surpreender apenas com os nomes do senador José Serra (PSDB-SP) e do ministro das relações exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP). "Pelo que já estava sendo divulgado, praticamente todos os grandes políticos estariam envolvidos, em razão do sistema político brasileiro que está apodrecido", afirmou.

Atrasado e incompetente: BNDES instaura comissão interna após delações da Odebrecht

por Mariana Durão | Estadão Conteúdo

A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) decidiu instaurar uma Comissão de Apuração Interna para apurar fatos que constam de petições de investigação do relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, com base nas delações da Odebrecht. As citações que serão investigada se referem à suposta participação de Luiz Eduardo Melin de Carvalho e Silva e de Álvaro Luiz Vereda Oliveira no processo de aprovação, pelo banco, de financiamentos à exportação de bens e serviços de engenharia. Melin foi diretor Internacional e de Comércio Exterior do BNDES de janeiro de 2003 a dezembro de 2004 e de abril de 2011 a novembro de 2014. Vereda foi assessor da presidência do BNDES de outubro de 2005 a maio de 2006. Os nomes dos dois constam nas Petições do STF 6738/2017 e 6740/2017. Em nota encaminhada à imprensa neste sábado, o BNDES ressalta que "nenhum dos dois citados é ou foi empregado do Banco, tendo, apenas, ocupado cargos de confiança na instituição". A comissão de apuração observará o rito previsto na norma de apuração aprovada pela diretoria do BNDES em reunião ordinária da última quarta-feira (12). O BNDES afirma que buscará apoio do Ministério Público Federal e da Polícia Federal e "cooperará para que a apuração possa ser concluída com brevidade e haja a mais ampla troca de informações entre os órgãos, de modo que eventuais ilícitos administrativos e penais possam ser apurados em conjunto".

Lava Jato no STF: Um terço dos políticos na lista de Fachin dobrou o patrimônio nos últimos 15 anos


Um terço dos políticos na lista de Fachin mais que dobraram seus patrimônios ao longo dos últimos 15 anos, de acordo com levantamento feito pelo jornal O Globo. O maior crescimento foi apresentado pelo deputado federal Vander Loubet (PT-MS), com 22.000%. Em 2002 ele concorreu em uma eleição pela primeira vez, já para o cargo deputado federal, e declarou uma poupança e um título de capitalização que somavam R$ 2,3 mil. Em 2014, seus bens incluíam chácara, lancha, dois carros e R$ 182 mil, o que elevou seu patrimônio para R$ 1,1 milhão em valores atualizados. Em resposta ao jornal O Globo, o parlamentar avalia que os ganhos são “totalmente compatíveis” com sua renda. O mais rico da lista de Fachin é o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP-MT). De 2002, quando foi eleito governador do Mato Grosso pela primeira vez, até 2010, quando ganhou uma cadeira no Senado, seus bens cresceram 355%, alcançando aR$ 230 milhões. Ele argumenta que a evolução patrimonial é reflexo de dividendos da sua empresa e do recebimento da herança do seu pai.

Mineração na Bahia: Brio Gold tem bons resultados em mina de ouro de Santaluz; projeto C1 deve voltar a operar em 2018

A mineradora criada a partir de ativos da Yamana Gold no Brasil conta com a mina de Santaluz para atingir a meta de produção de 400 mil onças de ouro em 2018.

A Brio Gold, subsidiária da Yamana Gold, informou que os resultados da recém-concluída campanha de sondagem em Santa Luz foram positivas. As informações são do Notícias de Mineração Brasil. Conforme a publicação, entre os resultados, constam 5,7 metros com 38 gramas de ouro por tonelada. A campanha foi realizada de dezembro de 2016 a março deste ano. “A campanha de exploração focou-se no detalhamento e expansão da tendência nordeste de uma zona de alto teor de mineralização de ouro do corpo mineral a céu aberto C1 e na sondagem detalhada tanto em C1 quanto em Antas 3. Ao todo foram feitos 28 furos com 4.158 metros”, diz a mineradora em nota divulgada no início de abril. Entre os principais resultados constam 17 metros @ 13,96 gramas de ouro por tonelada, a partir de 22 metros, incluindo 5,7 metros @ 38,32 g/t, a partir de 26 metros; 27 metros @ 4,62 gramas por tonelada, a partir de 60 metros; 12 metros @ 7,87 g/t, a partir de 115 metros; e 29,4 metros @ 9,71 a partir de 99,7 metros. “Essa campanha de sondagem demonstra o potencial significativo de aumento de produção de Santa Luz tanto na superfície quanto no subsolo. Esperamos que esses resultados tenham um impacto positivo substancial na atualização das reservas e recursos estimados, que planejamos completar neste trimestre”, disse Gil Clausen, presidente e CEO da Brio Gold, em nota. A mineradora canadense Brio Gold tem, em seu portfólio, três minas em operação e um projeto de ouro, totalmente licenciados, já construído e que está atualmente em manutenção, mas que deve voltar a operar em 2018, que é Santa Luz. As minas em operação são Fazenda Brasileiro, Pilar e Riacho dos Machados (RDM). A Brio produziu 189.662 onças de ouro em 2016 e diz que, em 2018, poderá produzir 400.000 onças de ouro.

Se deu mal! Traficante de Tucano é preso pela Cipe/Nordeste na zona rural Quijingue Bahia


Um homem identificado como Maione Santana da Silva, morador de Tucano, foi preso neste sábado (15), no povoado de Lagoa do Junco, na cidade de Quijingue, após uma denúncia anônima. Segundo a Polícia Militar, uma guarnição da Companhia Independente de Policiamento Especializado Nordeste (Cipe/Nordeste) foi até a comunidade e encontrou o acusado próximo ao local onde estava ocorrendo uma festa. Ainda de acordo com a PM, ele foi flagrado com certa de maconha e a quantia de R$ 303,50. Conforme a corporação, outros suspeitos que estavam com ele conseguiram fugir. O acusado e foi encaminhado ao plantão central da Polícia Civil em Euclides da Cunha, onde a ocorrência foi registrada pelo delegado João Henrique Nunes dos Santos. Notícias de Santaluz

PM informou que denúncia anônima levou policiais até o local onde o acusado foi preso com droga | Foto: Divulgação/ PM

Queimadas Bahia: Adolescente é encontrado caído com suspeita de traumatismo craniano ao lado de moto na zona rural

Adolescente foi levado para o hospital de Queimadas e em seguida encaminhado para outra unidade | Foto: Notícias de Santaluz

O adolescente João Vítor Andrade Batista, de 17 anos, caiu de motocicleta e foi encontrado desacordado por um parente na estrada que dá acesso ao povoado de Gregório, na zona rural Queimadas, com suspeita de traumatismo cranioencefálico (TCE). De acordo com relatos de testemunhas, ele foi achado caído ao lado da moto que conduzia no início da madrugada deste domingo (16), por volta da meia-noite. O adolescente foi levado ao hospital local e, após ser submetido a exames foi encaminhado para outra unidade em Feira de Santana ou Salvador. Não há informações sobre o estado de saúde da vítima. Notícias de Santaluz

O bumbum perfeito da gostosa Musa fitness Michelle Lewin, sósia de Bruna Marquezine


A venezuelana Michelle Lewin, de 31 anos, pode não ter a quantidade de seguidores que Bruna Marquezine, de quem é sósia, tem. Enquanto a brasileira contabiliza 20 milhões de pessoas na sua cola, a musa fitness tem a metade. Mas basta dar uma olhada no perfil da bela no Instagram para entender por que ela lacra e quebra a internet a cada postagem e vê surgires milhares de novos fãs. Michelle, que interrompeu a carreira de modelo para se dedicar ao mundo fitiness, é dona de um dos bumbuns mais perfeitos da web.













Michelle Lewin: corpo perfeito Foto: reprodução/instagram

Loira lambuzada! Jéssica Lopes posa de coelhinha sexy e fala de fetiche: 'Chocolate na hora H'



Jéssica Lopes encarnou a coelhinha sexy para um ensaio sensual. Coberta por chocolate, a loira mostrou suas curvas generosas usando uma lingerie branca e confessou ser adepta de fantasias sexuais: "Já usei orelhinhas e chocolate na hora H". Provocante, a peladona de Congonhas, que atualmente vive em Londres, na Inglaterra, revelou que já se vestiu de coelhinha para brincar com o parceiro: "Sempre gostei de fetiches e me vestir de coelhinha é um deles". Em fevereiro, Jéssica estampou a capa da edição italiana da revista Playboy. Ela também se prepara para estrelar a versão mexicana da publicação.




Jéssica Lopes (Fotos: Carlos Silvério/CO Assessoria/Divulgação)

Roberval Feio, Anão, Jujuba, Amante: executivo da Odebrecht confirma apelidos de políticos


Goela de Crocodilos..


O ex-executivo da Odebrecht Benedicto Júnior confirmou em delação premiada ao Ministério Público os apelidos dos políticos e valores que foram pagos a eles pela construtora entre 2008 e 2014 (veja lista abaixo). Segundo o delator, muitos receberam caixa 2 em campanhas eleitorais.
A delação é uma das que embasaram a abertura de novos inquéritos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) – a chamada "lista de Fachin". Informações sobre pessoas que não têm foro privilegiado foram repassadas a outras instâncias do Judiciário.
Benedicto confirmou ainda que tinha autonomia de Marcelo Odebrecht, ex-presidente do grupo, para fazer os pagamentos, que, segundo ele, também eram feitos pelos executivos André Vital, Carlos Armando Paschoal, João Antônio Pacífico, Luís Bueno, Sérgio Neves e Valter Lana. Benedicto era o responsável por consolidar a lista e discuti-la com presidentes de outras empresas, para que não houvesse duplicidade nas doações.


Leia abaixo a lista com o beneficiário, o ano do suposto pagamento, os valores (em reais) recebidos e os apelidos de cada político:
  • Antonio Carlos Magalhães Neto, prefeito de Salvador - 2012 - R$ 2 milhões – Codinome Anão
  • Mário Kertesz, ex-candidato à prefeitura de Salvador (PMDB) - 2012 - R$ 400 mil - Codinome Roberval Feio
  • Nelson Pellegrino (PT-BA), deputado federal - 2012 - R$ 1,5 milhão - Codinome Pelé
  • Paulo Câmara (PSB-BA), vereador de Salvador - 2012 - R$ 50 mil - Codinome Amigo C
  • Henrique Carballal (PV-BA), vereador de Salvador - 2012 - R$ 100 mil - Codinome Buzu
  • Valdir Pires - 2012 - R$ 80 mil - Codinome Soneca
  • Tiago Correia (PSD-BA), vereador de Salvador - 2012 - R$ 60 mil - Codinome Álvaro
  • Geraldo Junior - 2012 - R$ 90 mil - Codinome (inaudível)
  • Marcelo - 2012 - R$ 300 mil - Codinome Rio
  • Paulinho da Força (SD-SP), deputado federal - 2010 - R$ 200 mil - Codinome Boa Vista
  • Roberto Freire (PPS), ministro da Cultura - 2010 - R$ 200 mil - Codinome Curitiba
  • Rodrigo Garcia (DEM-SP), deputado federal - 2010 - R$ 200 mil - Codinome Suíça
  • Fernando Capez (PSDB), deputado estadual de SP - 2010 - R$ 100 mil - Codinome Brasília
  • Arnaldo Jardim - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Carajás
  • Carlos Munhoz - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Cruzeiro do Sul
  • Carlios Zarattini (PT-SP), deputado federal- 2010 - R$ 50 mil - Codinome Guarulhos
  • Campos Machado (PTB), deputado estadual - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Tabuna
  • Celso Russomanno (PRB-SP), deputado federal - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Tacaré
  • Duarte Nogueira, prefeito de Ribeirão Preto (SP) - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Ponta Porã
  • Edinho Silva, prefeito de Araraquara (SP) - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Cambé
  • Edson Aparecido - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Tupiara
  • João Paulo Cunha - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Santo André
  • José Anibal, ex-deputado e ex-presidente do PSDB - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Navegante
  • Vicente Candido (PT-SP), deputado federal - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Palmas
  • Francisco Charles - 2010 - R$ 30 mil - Codinome Campinas
  • José Genoino, ex-presidente nacional do PT - 2010 - R$30 mil - Codinome Natal
  • Ricardo Montoro (PSDB-SP), deputado estadual - 2010 - R$ 30 mil - Codinome Macapá
  • Beto Massafera - 2010 - R$ 30 mil - Codinome Ribeirão Preto
  • Eymael, ex-candidato à presidência (PSDC) - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Itatiaia
  • Vicentinho (PT-SP), deputado federal - 2010 - R$ 30 mil - CodinomeJoão Pessoa
  • Eduardo Campos (PMDB-PE), ex-candidato à Presidência da República- 2008 / 2010 / 2012 - R$ 11 milhões - Codinome Neto
  • Marconi Perillo (PSDB), governador de Goiás - R$ 200 mil em 2010 e R$ 2,5 milhões em 2014 - Codinome Patati
  • Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), deputado federal - 2010 - R$ 700 mil - Codinome Viagra
  • Sergio Guerra, ex-presidente do PSDB - R$ 1,06 milhão em 2010 e R$ 450 mil em 2012 - Codinome (inaudível)
  • Bruno Araújo (PSDB-PE), ministro das Cidades - R$ 300 mil em 2010 e R$ 300 mil em 2012 - Codinome Jujuba
  • Garibaldi Alves (PMDB-RN), senador - 2010 - R$ 200 mil - Codinome Lento
  • Fernando Bezerra (PSB-PE), senador - 2010 - R$ 200 mil - Codinome Novilho
  • José Chaves - 2010 - R$ 100 mil - Codinome Chaveiro
  • Sandro Mabel (PR-GO), deputado federal - 2010 - R$ 50 mil - Codinome Biscoito
  • Inaldo Leitão - 2010 - R$ 100 mil - Codinome Cunhado
  • Robson Faria - 2010 - R$ 100 mil- Codinome Bonitinho
  • Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró (RN) e ex-governadora do Estado - 2010 - R$ 550 mil - Codinome Carrossel
  • Fabio Faria (PSD-RN), deputado federal - 2010 - R$ 100 mil - Codinome Bonito
  • José Roberto, ex-governador do DF - R$ 1,166 milhão - Codinome Parreira
  • Agnelo Queiroz, ex-governador do DF - 2010 - R$ 1 milhão - Codinome Comprido
  • Renan Calheiros (PMDB-AL), senador - 2010 - R$ 500 mil - CodinomeJustiça
  • Ricardo Ferraço (PSDB-ES), senador - 2010 - R$ 400 mil - Codinome Nulo
  • Luis Paulo Veloso - R$ 400 mil em 2010 e R$ 100 mil em 2012 - Codinome Filhote
  • Marcio Lacerda, ex-prefeito de Belo Horizonte - 2012 - R$ 1 milhão - Codinome Porsche
  • Ideli Salvatti (PT), ex-ministra de Relações Institucionais e de Direitos Humanos - 2010 - R$ 300 mil - Codinome Fantasma
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR), senadora - R$ 150 mil em 2008, R$ 450 mil em 2010 e R$ 3,5 milhões em 2014 - Codinome Amante
  • Yeda Crusius (PSDB-RS), deputada federal - 2010 - R$ 600 mil - Codinome (inaudível)
  • Beto Mansur (PRB-SP), deputado federal - 2014 - R$ 300 mil - Codinome BMW
  • João Paulo Papa (PSDB-SP), deputado federal - 2014 - R$ 300 mil - Codinome Benzedor
  • Luis Fernando Teixeira - 2014 - R$ 300 mil - Codinome Lamborghini
Fonte: G1

Ex-governador da Bahia e Ex-ministro de Dilma recebeu R$ 12 Milhões em propinas e relógio de US$ 20 Mil

Nas planilhas do departamento de propinas da Odebrecht, o petista era o Polo (Foto: Wilson Dias)

Nas planilhas do departamento de propinas da Odebrecht, o petista era o Polo


Delatores da Odebrecht revelaram ao Ministério Público Federal que a empreiteira presenteou o ex-ministro do governo Dilma Jaques Wagner com relógios de luxo, propinas de R$ 12 milhões em dinheiro vivo e caixa dois. Nas planilhas do departamento de propinas da Odebrecht, o petista era o Polo, segundo os executivos, por ter trabalhado no polo petroquímico de Camaçari, como técnico de manutenção, nos anos 70. De candidato desacreditado pela maior empreiteira do País, em 2006, Jaques Wagner, que também governou a Bahia, alcançou, por meio de trocas de favores usando o governo estadual baiano, não apenas apoio político a ele e a aliados, mas também relação pessoal com os donos e diretores da construtora, segundo relataram delatores da Odebrecht – entre eles, Marcelo, o ex-presidente. A primeira campanha ao governo do Estado de Jaques Wagner financiada pela empreiteira foi em 2006. À época, o diretor Cláudio Melo Filho diz ter recebido um pedido do petista para marcar um almoço, que teria acontecido no restaurante Convento, em Brasília, com a presença de Marcelo Odebrecht. Na ocasião, o candidato pediu apoio financeiro ao então presidente da empreiteira. 



De acordo com o delator, Marcelo concordou, embora tenha demonstrado incômodo por não acreditar no sucesso de sua candidatura. “Esta ajuda financeira foi direcionada por Marcelo Odebrecht para o Diretor Superintendente da Bahia à época, Alexandre Barradas. Acredito que tenham ocorrido pagamentos de até R$ 3 milhões de forma oficial e via Caixa 2. O meu apoio interno foi essencial para que esse pagamento ocorresse”, afirmou Cláudio Melo Filho. Durante o mandato entre 2006 e 2010 à frente do governo da Bahia, delatores da Odebrecht apontaram trocas de favores entre o governador e a empreiteira. Uma das tratativas foi sobre créditos pendentes do ICMS do governo do Estado da Bahia com a Braskem, pertencente ao grupo Odebrecht. De acordo com delatores, o acúmulo do valor a ser ressarcido chegou aos R$ 620 milhões em 2008. Em delação premiada, Carlos José Fadigas relatou que o então presidente da Braskem negociou sobre o tema diretamente com Jaques Wagner. Segundo o executivo, o governador concordou em reduzir o ICMS sobre matérias primas da Braskem, permitindo na prática, que a companhia pudesse reaver o crédito de ICMS que ela tinha com o Estado. Um decreto sobre o benefício fiscal à empresa foi assinado pelo próprio Jaques Wagner. A Odebrecht ainda teria se comprometido, no primeiro mandato de Jaques Wagner, a pagar um litígio trabalhista com o sindicato da indústria química. 

 De acordo com Carlos José Fadigas, em delação premiada, a Braskem teria financiado a candidatura do governador do estado à reeleição, em 2010. Ele relatou ter encontrado no sistema “Drousys”, por meio do qual se controlava os repasses do “departamento de propinas” da empreiteira, um pagamento de R$ 12 milhões em nome de um codinome “OPAIÓ”. Ao fim do primeiro mandato, segundo o executivo Cláudio Melo Filho, Jaques Wagner foi qualificado como beneficiário de melhores recebimentos financeiros da empreiteira pela atenção demonstrada a assuntos de interesse da Odebrecht. “O próprio Jacques Wagner fez questão de encaminhar esse pedido de apoio financeiro mais qualificado, apoiando-se na cuidadosa atenção que demonstrou aos nossos pleitos ao longo do seu primeiro mandato como governador da Bahia”, relata o delator. Somente entre 2010 e 2011, Jaques Wagner teria recebido, por meio do codinome Polo, R$ 12 milhões do departamento de propinas da Odebrecht. As vantagens indevidas pagas pela Odebrecht a políticos eram operacionalizadas pelo Setor de Operações Estruturadas. 

O diretor do “departamento de propinas”, Hilberto Mascarenhas, confirmou ao Ministério Público Federal pagamentos de R$ 1 milhão dinheiro vivo ao ex-governador da Bahia, em 2010. A primeira parcela, de R$ 500 mil, teria sido enviada à casa da mãe de Jaques Wagner. “Por algum problema dele com a mãe, ele não queria mais que fosse usada a casa da mãe dele. Fizemos um esforço grande e conseguimos pagar por meio de um preposto dele, Carlos Dalto. Ele me ligou, marcamos a data, o local e eu mandei o preposto pagar”, afirmou o executivo. Tamanha era a amizade entre o governador e a empreiteira, que, no segundo mandato, quando fazia aniversário, Jaques Wagner recebia presentes de luxo. Em delação premiada, o diretor da Odebrecht Cláudio Melo Filho afirmou que executivos da empreiteira deram um relógio de US$ 20 mil e outro de US$ 4 mil. “Quando do aniversário de Jacques Wagner em março de 2012, foi dado um relógio Hublot, modelo Oscar Niemeyer. Em outro aniversário, que não me recordo o ano, também foi enviado relógio da marca Corum, modelo Admirals Cup. Esses presentes foram entregues junto com um cartão assinado por Marcelo Odebrecht, eu e André Vital”. Reeleito em 2010, Jaques Wagner teria continuado a rotina de tratativas com a Odebrecht. Durante este mandato, foi construída na Bahia a Arena Fonte Nova, para receber Copa do Mundo. O estádio sofreu com atrasos e foi inaugurado somente no dia 7 de abril, quando o prazo inicial para a entrega era 28 de fevereiro de 2013. 

Diante das cobranças da Fifa a respeito da Arena, o consórcio, formado por OAS e Odebrecht, teve de acelerar as obras, o que gerou gastos extras. Delatores apontaram que Jaques Wagner teve receio de fazer um aditivo de contrato para cobrir os gastos, para evitar atrair atenções ao preço da obra, mas teria sugerido uma solução heterodoxa. Após tratativas, a Odebrecht teria acertado, em reuniões com Wagner, que o governo estadual poderia compensar a empreiteira por meio do pagamento de uma dívida judicial do Estado com a empreiteira. O valor pendente, de mais de R$ 1 bilhão, em valores atualizados, segundo os delatores, envolvia uma ação contra a Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia. Sem solução até as vésperas das eleições de 2014, o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo, afirmou ao Ministério Público Federal que já havia concordado em não financiar o então candidato apadrinhado por Jaques Wagner, Rui Costa, do PT. 

No entanto, o assunto acabou sendo resolvido pouco antes das eleições. A empreiteira teria aceitado receber R$ 290 milhões, dentre os quais R$ 30 milhões seriam posteriormente destinados ao PT nas três eleições seguintes, segundo os delatores da Odebrecht. “Como decorrência da solução deste problema, foi feita contribuição à campanha do Governo da Bahia em 2014, acertada por Claudio Melo Filho, em alinhamento com André Vital”, relatou Marcelo Odebrecht. O Diretor Superintendente da Odebrecht na Bahia, André Vital, confirmou ao Ministério Público Federal que a empreiteira teria se utilizado da Cervejaria Itaipava para fazer uma doação de R$ 5 milhões à campanha de Rui Costa, do PT, ao governo da Bahia, após o acerto de contas. O ex-ministro do governo Dilma e ex-governador da Bahia tem reiteradamente negado envolvimento em qualquer ato ilícitos. Fonte: Diário do Poder

Vergonha! Planilha da Odebrecht revela novos valores de caixa 2 para políticos baianos


Uma planilha entregue pelo ex-executivo da Odebrecht, Benedito Júnior, aos procuradores da Lava Jato em seu acordo de delação premiada detalha os valores de caixa 2 pagos a alguns políticos baianos. O material foi tornado público pelo Supremo Tribunal Federal (STF) nesta semana pelo ministro Edson Fachin. De codinome Anão, o prefeito ACM Neto (DEM) teria recebido via caixa 2 na campanha de 2012 exatos 1.810,00 milhão em quatro parcelas. Os valores teriam sido pagos ao intermediário Lucas Cardoso. Apelidado internamente na Odebrecht de Bico, o vereador Geraldo Júnior (SD), atual secretário municipal do Trabalho, Esporte e Lazer, é apontado na planilha como receptor de R$ 90 mil não contabilizados em 2012, em duas parcelas. Também vereador, Henrique Carballal (PV) aparece como destinatário de R$ 100 mil e com codinome Buzu. No caso do deputado Marcelo Nilo (PSL), codinome Rio, a planilha traz dados contraditórios. Ele está listado como candidato a governador no ano de 2012, destinatário de um montante de R$ 180 mil e com status não eleito. A questão é que neste referido ano não houve eleição para governador. Em contato com a reportagem do Bocão News, Nilo reiterou que há equívoco na planilha da Odebrecht ao apontar doação no ano de 2012. Ele lembra que recebeu R$ 300 mil de doação do grupo baiano, mas em 2014. "Recebi R$ 300 mil de forma oficial. Foram R$ 20 mil no dia 3/09, R$ 80 mil no dia 04/09 e R$ 200 mil no dia 01/10 de 2014. Braskem as duas primeiras e a última da Impex Eireli do grupo Odebrecht. Tudo oficial. Declarado no TRE", explicou. Com codinome Roberval Taylor, o então candidato à prefeitura de Salvador pelo PMDB em 2012, Mário Kertész, teria recebido R$ 400 mil via caixa 2. Outro candidato em 2012, Nelson Pelegrino teria recebido de caixa 2 um valor de R$ 800 mil. O petista era apelidado na Odebrecht de Pelé e os recursos foram pagos em duas parcelas a um intermediário que o ex-executivo André Vital disse não lembrar o nome. No depoimento em vídeo liberado pelo STF, Vital fala em R$ 1,3 milhão para Pelegrino, mas a referida planilha faz menção a dois repasses de R$ 400 mil cada. "Amigo C", Paulo Câmara (PSDB) teria recebido em sua campanha R$ 50 mil oriundos de caixa 2 em 2012 na disputa pelo Legislativo de Salvador. Outro tucano que aparece na planilha é o vereador Tiago Correia, codinome "Alba", destinatário de dois repasses no valor de R$ 50 mil cada um. Com apelido "Soneca", o ex-governador e ex-vereador Waldir Pires (PT) também teria recebido, via caixa 2, R$ 160 mil em 2012. O montante teria sido pago em duas parcelas de R$ 80 mil cada.


Vivian Cristinelle exibe corpo sarado e fala sobre campeonato fitness



Foco é palavra de ordem para Vivian Cristinelle. É que a a atleta e musa fitness está na reta final de sua preparação para o World Beauty Fashion Fitness 2017, competição marcada para agosto em Los Angeles, nos Estados Unidos. A gata vai competir na categoria Diva Fitness, que em outros anos teves as brasileiras Sue Lasmar, Fernanda La Sierra e Karina Marin na disputa. Além de sonhar com o título, ela quer representar bem a beleza da mulher brasileira. “As pessoas estão parando de associar músculos aos homens e estão entendendo melhor o nosso trabalho, das mulheres atletas fitness e isso é muito importante, pois a minha feminilidade nunca deixou de existir. Sou mulher brasileira, e com todos atributos necessários para fazer bonito e representar nosso país, que por sinal já vem sendo bem representado há alguns anos”, disse ela. Para a atleta, que já revelou ter sofrido preconceito por ser sarada, os cuidados com o corpo são muito importantes, mas ela garante que não impõe nada para as pessoas com as quais convive. “Acho bem chato quando alguém quer impor rotina alimentar, de exercícios para quem não está afim. Cada um é cada um, o que seria do mundo se todo mundo fosse sarada assim, não é mesmo!? Viva a diversidade de corpos, e cada um cuidando do seu todo mundo fica feliz”, falou ela nos bastidores de um ensaio para uma marca de roupas.






Vivian Cristinelle (Fotos: Betto Lopes/ M2 Mídia)

A morena gostosa Ray Carvalho revela assédio após ensaio nua: 'Milhares de mensagens'


Estrela de um ensaio nu na edição de abril da revista Sexy, a modelo Ray Carvalho comemora o sucesso da publicação. Curtindo dias de descanso no interior de Goiás, a gata conta que recebeu milhares de mensagens de fãs e admiradores desde que a edição foi para as bancas. “Estou um pouco aérea, parece surreal, mas desde que a revista saiu e eu comecei a divulgar nas minhas redes pessoais eu recebi milhares de mensagens, uma loucura! Só tenho a agradecer o carinho com que as pessoas estão me tratando. Algumas abusam um pouco, mas virtualmente todo mundo vira homem para falar tudo, né?!”, provoca Ray. Após o tempo fora da rotina, ela pretende voltar a trabalhar e tornar real o sonho de ser apresentadora de TV. “Sempre tive uma desenvoltura para ficar na frente das câmeras. Eu adoro! Já tenho um projeto piloto de um canal no YouTube que fala sobre moda feminina para mulheres bem ousadas que, assim como eu, não vão com qualquer roupinha para a balada”, conta.





Ray Carvalho (Fotos: André Novais / M2 Mídia)

A máscara caiu! O fim da alma mais "Honesta"



Sob os escombros das delações da Odebrecht, o personagem regente de nossas transformações políticas por quase 40 anos submerge ferido de morte. Luiz Inácio Lula da Silva nunca mais será o mesmo. Talvez, um Silva. Ou um Luiz Inácio. Nunca mais um Lula. Aquele Lula, nunca mais. Acabou. É como o Edson sem o Pelé. Para o petista, as delações dos executivos da Odebrecht foram acachapantes. Restaram claro que a autoproclamada “alma mais honesta”, a quem um dia milhares de brasileiros confiaram a missão de mudar radicalmente a maneira de fazer política no País, se beneficiou pessoalmente dos ilícitos – e estendeu as benesses aos seus familiares. Sem sequer corar a face, o petista abandonou ao léu sua principal bandeira, a da ética – se é que um dia foi verdade.

Nunes critica discurso de Lula em depoimento: “ele nunca sabe de nada”| Morning show

  


Os fatos –, e eles são teimosos, deles não há como escapar, – nos conduzem à crença na impostura lulopetista como uma espécie de dogma de ação. Senão vejamos: segundo Marcelo Odebrecht, Lula chegou a registrar um saldo de R$ 40 milhões de reais em sua conta-propina, administrada pelo ex-ministro Antonio Palocci. Desse total, Lula sacou, no mínimo, 30 milhões de reais. Em dinheiro vivo, conforme antecipou ISTOÉ com exclusividade em reportagem de capa de novembro de 2016. Gravíssimo. Como explicar tanto dinheiro na conta ante o povo sofrido do Nordeste? “Nós contra eles”? “Nós” quem, cara pálida? Também teve mesada em espécie para o irmão, o Frei Chico, pixuleco para o sobrinho, Taiguara Rodrigues, e pedido de apoio aos negócios do filho caçula, Luís Cláudio, em troca de azeitar a relação da Odebrecht com o governo de sua pupila, Dilma Rousseff. Sem falar no pagamento de despesas estritamente pessoais, como a reforma do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo, a aquisição de imóveis para uso particular e do dinheiro para a instalação do Instituto batizado com o seu nome. Nem mesmo as palestras ministradas pelo petista sobrevivem incólume ao escrutínio da Justiça. Tido como homem de Lula na Odebrecht, Alexandrino Alencar contou aos procuradores que as palestras de US$ 200 mil – padrão Bill Clinton – a Lula foram uma maneira de compensar a ajuda do petista à Odebrecht durante seus dois mandatos. E que ajuda!

Fundador do PT detona LULA“Infelizmente sou responsável por isso. Lula é mal caráter, oportunista”

  


Atuando com se fosse um embaixador da Odebrecht, o petista chegou a impedir que a Petrobras adquirisse ativos da Ipiranga para garantir que o grupo permanecesse com a hegemonia do setor, em detrimento dos interesses da estatal. “Compreendo que nossa presteza e o nosso volume de pagamentos feitos a pretexto de contribuição para a campanha contribuíram nas decisões que tanto o ex-presidente Lula quanto integrantes do PT tomaram durante sua gestão, coincidentes com nossos interesses”, sapecou o patriarca da família, Emílio Odebrecht. A promiscuidade era tanta que Emílio pediu a Lula que segurasse sua turma: “Eles têm a goela muito grande”, afirmou.
Os negócios pessoais do ex-presidente se confundiam tanto com as decisões de governo que nem o próprio petista conseguia distingui-los mais. Hoje, há quase um consenso entre procuradores e agentes federais de que quase todo dinheiro amealhado pelo petista, nos últimos 13 anos, foi produto de crime. Para a imagem do ex-presidente, a constatação é nitroglicerina pura.
Pá de cal
Nos bastidores da Lava Jato, a condenação de Lula em primeira instância é tida como questão de tempo. Conforme apurou ISTOÉ, na quinta-feira 20, em depoimento ao juiz Sergio Moro, o ex-sócio da OAS, Leo Pinheiro, irá jogar a pá de cal sobre o processo do tríplex, no Guarujá, no qual Lula é réu por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O empreiteiro confirmará que o imóvel foi, sim, um regalo ao petista em troca de benefícios fraqueados por Lula à construtora. O ex-presidente insiste na cada vez mais inverossímil versão de que não é o dono do apartamento – um argumento incapaz de se equilibrar em pé. O depoimento de Pinheiro somado às mais recentes revelações do ex-zelador do tríplex, publicadas com exclusividade por ISTOÉ, sacramenta a tempestade perfeita em torno do ex-presidente. De acordo com José Afonso, ele viu, numa das visitas ao tríplex, dona Marisa pedir aos funcionários da OAS para que instalassem o elevador privativo no imóvel. “Quem pediria para construir um elevador num apartamento que não é seu?”, questiona o arguto zelador. O aparelho ascensor constituiu apenas um item da reforma empreendida pela OAS no imóvel. A pedido do petista, o quarto de empregada e uma área da sala viraram um escritório, o piso foi revestido de porcelanato e uma generosa área gourmet foi erguida no último andar, onde há um deck e uma pequena piscina. O acerto envolveu ainda a compra, junto à Kitchens, dos eletrodomésticos que equiparam a cozinha, com instalações pré-fabricadas, geladeira e microondas, avaliadas em mais de R$ 200 mil. Tudo isso aconteceu no ano de 2014, sob a coordenação de Leo Pinheiro, sócio-presidente da OAS. Ou seja, enquanto se dizia vítima das elites, em palanques País afora, Lula tinha um apartamento reformado pelas mãos da quintessência dessa mesma elite. Quem, nesse País, desfruta do privilégio de ter um imóvel remodelado por um presidente de empreiteira e, ainda por cima, de graça? Nós? Ou ele?

Três fases de Lula 
Da glória no movimento sindical à ameaça de prisão por corrupção

 1 de 3 O LÍDER SINDICAL - Lula reuniu mais de 100 mil metalúrgicos em Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, na década de 80, dando início à derrota do regime militar

2 de 3 NO PLANALTO Em 2002, Lula foi eleito presidente da república e substituiu Fernando Henrique. Manteve-se no poder com propinas para aliados

3 de 3 PRISÃO À VISTA Em 2016, Lula foi levado pela PF para depor coercitivamente. Uma pena de prisão já está no seu horizonte a curto prazo

A derradeira fase do processo do tríplex será o depoimento de Lula a Sergio Moro no dia 3 de maio, quando os dois ficarão tête-à-tête pela primeira vez. O interrogatório tem tudo para virar um espetáculo. Militantes da CUT, UNE e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, pretendem se revezar em discursos inflamados do lado de fora. Há mais de um mês, Lula depôs na 10ª Vara Federal de Brasília, no processo que investiga a tentativa de compra do silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras. Como tudo o que envolve Lula, a audiência virou um comício. Como dizia Marx, guru ao qual o petismo nutre fidelidade quase canina, a história se repetirá. Como farsa. Sergio Moro, que já foi criticado e agora é adulado por Lula, não parece exibir um perfil de quem cairá nessa.
O BANQUEIRO O empresário Marcelo Odebrecht confirmou que Lula era o “Amigo” da planilha da propina montada pela empresa


Nem todas as ações penais dependem de Moro. Além de responder pelo apartamento de três decks, Lula é réu em mais quatro processos: por obstrução de Justiça, por tráfico de influência e corrupção passiva, acusado de usar sua influência em órgãos do governo e no BNDES para beneficiar a empreiteira Odebrecht em contratos de obras em Angola, organização criminosa, por integrar um esquema de venda de vantagens no governo em benefícios de empresas, e por lavagem de dinheiro, pelo fato de ter recebido propina da empreiteira Odebrecht na forma da compra de um terreno (avaliado em 12,5 milhões de reais) para a construção do Instituto Lula. Diante das revelações dos delatores, não há muita escapatória. A briga da defesa de Lula residirá no ringue da segunda instância, onde os processos desaguarão em 2018. Condenado, terá como destino a cadeia e se tornará automaticamente um político ficha-suja, razão pela qual ficará impedido de concorrer a qualquer cargo eletivo. Por isso, estrategicamente, Lula antecipa sua candidatura ao Planalto. Trabalha para transformar uma decisão eminentemente jurídica numa contenda político-ideológica. A ideia é constranger o Judiciário sob o pretenso argumento de que ele está sendo vítima de táticas de lawfare (guerra jurídica) e, por isso, “quem deve julgá-lo é o povo”. Nem uma nem outra. Mais uma vez, o petista quer colocar-se acima das leis. A era dos privilégios, no entanto, parece ter acabado. Assim como o encanto da população, em quem um dia depositou as mais sinceras esperanças, se quebrou.

Se as eleições fossem hoje, o petista poderia até alcançar o segundo turno, a julgar pelas recentes pesquisas, mas com uma rejeição acima de 50% estaria impossibilitado de regressar à Presidência. E a repulsa tende a aumentar, com o acréscimo dos fatos novos. O ex-presidente da Câmara dos Deputados e conhecido político mineiro José Bonifácio de Andrada, tetraneto do Patriarca da Independência, costumava repetir pelos corredores do Congresso: “Em política, todos os compromissos e determinações devem ser cumpridos, menos quando surgem o fato novo e o fato consumado.” Os dois fatores, combinados ou não, justificaram as mais importantes reviravoltas políticas ao longo da história. Aqui, o fato novo, representado pelas delações dos executivos da Odebrecht, encontra-se associado ao fato consumado, a morte política de Lula.
Não foi sempre assim. Nas últimas quatro décadas, a expectativa do poder pessoal de Lula serviu como uma bússola da política nacional. Guindou-o, aos olhos do regime militar, ainda em meio às greves do ABC, a um adversário mais empedernido do que muitos dos inimigos tradicionais da ditadura como Miguel Arraes e Ulysses Guimarães. Fundador de um PT que ainda engatinhava, soube alimentar, durante a campanha das Diretas-Já e o governo José Sarney, uma dicotomia em que era tratado, pelo resto da oposição, ora como potencial aliado, ora como virtual adversário. Saiu da primeira eleição direta, em 1989, como uma grande força política, sofreu duas duras derrotas eleitorais, mas ressurgiu como uma fênix para dois mandatos consecutivos e a ascensão a mito. Em 2010, elegeu a sucessora e o resto já é história.
A farsa do caixa 2
A reputação ilibada do petista começou a ruir no longínquo ano de 2005. Ainda está bem viva na memória da maioria a célebre entrevista em Paris em que Lula, cândida e calmamente, diante das câmeras, tentou justificar o mensalão, reduzindo-o a mero caixa dois: “O que o PT fez, do ponto de vista eleitoral, é o que é feito no Brasil sistematicamente. Se o partido cometeu erros, tem de explicar para a sociedade onde errou, porque errou e o que vai fazer para consertar o erro. Mas não é por causa do erro de um dirigente ou de outro que você pode dizer que o PT está envolvido em corrupção”. Ali, brasileiros concederam a ele e ao PT o benefício da dúvida. A presunção da inocência. Anos depois, descobriu-se que tudo não passava de uma tentativa de dourar mais uma narrativa. Concomitante ao mensalão, veio o aparelhamento da máquina do Estado a serviço de um projeto de perpetuação no poder. O Petrolão representou a sofisticação do escândalo anterior. A ele, foi embutido, além do projeto de poder, o benefício pessoal e o enriquecimento próprio, por meio de uma corrupção institucionalizada responsável por sangrar estatais. A farsa se materializou. “A corrupção deveria ser considerada crime hediondo. E, quem saqueia o Estado, merece ir direto para a cadeia”. A frase é da lavra de um autor conhecido: o ex-presidente Lula, em entrevista concedida a um jornal operário ainda na década de 80. Aquele Lula acabou.

“Remuneramos Lula pelo que ele fez para o nosso grupo”
“ Nosso objetivo inicial foi conseguir um projeto que pudesse remunerar o ex-presidente Lula, face o que ele fez durante muitos anos para o grupo. E que fosse de uma maneira lícita, transparente.
Buscamos, então, algo que é uma prática comum com ex-mandatários, de vários países, inclusive do Brasil.
Usaram como referência (para pagar US$ 200 mil para palestras de Lula) os valores pagos para o presidente americano Bill Clinton. Aliás, subiram um pouco a régua. Até porque era um novo player no mercado”
O organograma do propinoduto de Lula.
O ex-diretor da Odebrecht, Alexandrino Alencar, mostra os tentáculos da propina para o petista
Fonte: Revista IstoÉ
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