domingo, 30 de julho de 2017

Preso em ação da Lava Jato, Aldemir Bendine teve ajuda de governo da Bahia em venda da Gaspetro

Aldemir Bendine e Rui Costa do PT - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil | Mateus Pereira/Governo da Bahia


Aleluia defende que MP investigue Rui por desistir de liminar em favor da Gaspetro


A prisão do ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Aldemir Bendine, pode trazer à tona a venda de 49% da Gaspetro para a japonesa Mitsui. A operação, realizada em dezembro de 2015 pelo então presidente da Petrobras, contou com ajuda do governador da Bahia, Rui Costa (PT). Segundo o site Poder 360, o governo baiano se sentiu prejudicado com o anúncio da intenção de venda da subsidiária da Petrobras, em outubro do mesmo ano, já que a Gaspetro tem participação na Bahiagás. Com a incorporação da Gaspetro à Mitsui, o equilíbrio acionário e de capital da empresa estadual - que tem ações divididas entre o governo da Bahia, a Gaspetro e a Bahia Participações Ltda. - ficaria comprometido. O governo então ingressou com um pedido de suspensão de venda das ações e conseguiu que a negociação fosse suspensa por meio de decisão liminar provisória concedida pela Justiça. Em dezembro de 2015, o Estado da Bahia desistiu formalmente da ação. Em carta de intenções endereçada a Rui Costa no mesmo dia, Aldemir Bendine reforçou o compromisso da estatal com o Estado e falou na "possibilidade de realização de novos esforços conjuntos". Bendine foi preso nesta quinta-feira (27), na 42ª fase da operação Lava Jato (veja aqui).



O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) pediu que o Ministério Público (MP-BA) investigue o governador Rui Costa por desistir da liminar impetrada para suspender a venda das ações da Gaspetro. Informações divulgadas neste domingo (30) indicam que Rui desistiu do recurso, o que favoreceu o negócio, efetivado em dezembro de 2015 pelo então presidente da Petrobras, Aldemir Bendine  (veja aqui),, com a japonesa Mitsui. "Essa operação suspeita foi facilitada pelo governador Rui Costa, que desistiu de uma liminar com efeito suspensivo da negociação em troca de benefícios ao estado que nunca foram concedidos. (...) Com sua benevolência contra os interesses da Bahia, Rui Costa pode ser considerado cúmplice de uma operação suspeita liderada por Bendine, que está preso pela Operação Lava Jato. (...) Teria Rui prevaricado? O MP precisa apurar", declarou Aleluia. Por causa da venda, o equilíbrio acionário da Bahiagás ficou comprometido, já que as ações eram divididas entre a Gaspetro, governo da Bahia e Bahia Participações Ltda.
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