quarta-feira, 19 de julho de 2017

Condenado no Mensalão, empresário Marcos Valério fecha delação premiada com a PF

Foto: Reprodução O Globo

O que Marcos Valério tem de LULA pra entregar à PF?


Condenado a mais de 37 anos no Mensalão, o empresário Marcos Valério fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF). Antes, a tratativa foi recusada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG). O acordo, no entanto, ainda precisa da homologação do Supremo Tribunal Federal (STF), já que cita políticos com foro privilegiado na Corte, como o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Para "concluir procedimento de colaboração premiada", o juiz Wagner de Oliveira Cavalieri autorizou a transferência de Valério da Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), para a Associação de Proteção e Assistência a Condenados (Apac), em Sete Lagoas (MG). A transferência ocorreu na última segunda (17). Segundo informações d'O Globo, ao justificar a decisão, o juiz salientou que o empresário "é presumidamente possuidor de inúmeras informações de interesse da Justiça e da sociedade brasileiras" e que, portanto, seria "inegável o interesse público em suas declarações sobre fatos ilícitos diversos que envolvem a República". De acordo com o jornal, a primeira versão da delação de Valério tinha 60 anexos. Ela foi entregue em fevereiro deste ano à Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belo Horizonte, mas o órgão declarou não haver a interesse no acordo. Já na negociação com a PF, Valério apresentou mais detalhes sobre desvios operados sob sua influência. A publicação conta que entre os documentos apresentados ao MP de Minas, o empresário relatava detalhes do caixa paralelo montado por suas agências com o propósito de operar desvios em contratos assinados nos governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ainda no governo de Aécio Neves (PSDB-MG), no Estado. Outras informações delatadas foram desvios em Furnas e os bastidores de uma operação para abafar a relação do Banco Rural com políticos tucanos em Minas Gerais durante a CPMI dos Correios.


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