terça-feira, 25 de abril de 2017

Zequinha do PCC, Suspeito de ser mentor de mega-assalto no Paraguai integra facção paulista e é foragido da Justiça

Maior roubo da história do país aconteceu nesta segunda-feira e polícia acredita em envolvimento de brasileiros.


Um dos suspeitos de ser mentor do mega-assalto, nesta segunda-feira (24), a uma transportadora de valores no Paraguai é integrante do PCC, facção criminosa que age dentro e fora dos presídios de São Paulo. Luciano Castro de Oliveira, o Zequinha, foi condenado a mais de 50 anos de prisão e é foragido da Justiça. Ele é considerado o número um da lista dos criminosos mais procurados de São Paulo.

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A identificação dos bandidos envolvidos nos confrontos no Paraná reforçou a suspeita. O maior assalto da história do Paraguai foi feito por ladrões brasileiros e as primeiras investigações, segundo a Polícia, mostram que os envolvidos são do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Policiais de três delegacias da Polícia Civil Especializada em roubos receberam a ordem para localizar e prender Zequinha. As placas de alguns dos carros usados na fuga são de São Paulo e, para a polícia, o comando do assalto foi da maior facção criminosa da capital. Segundo o delegado da Polícia Federal, Fabiano Bordignon, o assalto não foi feito por amadores. “É um roubo que precisa de um grande e já aconteceu fatos similares no Brasil. Nós tivemos no interior de São Paulo, ataques a empresas de proteção de valores, com grupos fortemente armados. O modus operandi que aconteceu no Paraguai foi um pouco repetido do que já aconteceu no Brasil, o que nos leva a crer que há realmente aí desses presos, alguns são brasileiros e provavelmente uma quadrilha capitaneada em grande parte por, infelizmente, brasileiros, né?” Para o vice-presidente da Federação dos Policiais Federais, Flavio Verneck, os grandes assaltos a transportadoras de valores foram feitos pela mesma quadrilha, que tem foco no tráfico de drogas.

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“É uma organização criminosa, que viu a possibilidade e viu a rentabilidade versus a falta de resposta do governo dentro desse tipo de crime. Eles vão migrando, agora que eles migraram para o Paraguai”, afirma Flavio Verneck.

Destruição causada por explosões durante roubo a transportadora de valores em Ciudad del Este, no Paraguai (Foto: Francisco Espinola/Reuters)

Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, os ladrões fortemente armados invadiram a sede da transportadora de valores Prosegur. Eles explodiram a entrada da empresa e trocaram tiros com vigilantes. A ação durou aproximadamente três horas e eles fugiram com dinheiro. Um policial paraguaio que estava em um carro foi morto pelos bandidos. Inicialmente, a Polícia Nacional do Paraguai informou que o grupo havia fugido com US$ 40 milhões (o equivalente a mais de R$ 120 milhões). Mais tarde, a própria polícia informou que os valores ainda estão sendo contabilizados. A sede da empresa fica a 4 quilômetros da Ponte Internacional da Amizade, no oeste do Paraná.


Transportadora de valores em Ciudad del Este fica a 4 quilômetros da Ponte da Amizade, na fronteira com Foz do Iguaçu (Foto: Editoria de Arte/G1)


Assaltos no Brasil Em março de 2016, os ladrões atacaram a base da Protege, em Campinas, no interior de São Paulo. Os tiros destruíram a fachada da empresa e foi roubado cerca de R$ 50 milhões. Já em abril, a ação foi em Santos, no litoral paulista. Um caminhão derrubou o portão principal da Prossegur, a mesma assaltada no Paraguai. Dois policiais militares foram mortos e os bandidos explodiram o cofre e levaram aproximadamente R$ 10 milhões. Em julho, o ataque foi em Ribeirão Preto, também no interior paulista, os explosivos destruíram toda a fachada da empresa. Segundo as empresas de transporte de valores, em três anos, as empresas perderam R$ 171 milhões. Em 2015, foram dois roubos e prejuízo de cerca de R$ 27 milhões. Em 2016, aconteceram cinco assaltos e roubo de R$ 133 milhões. Neste ano, além do assalto no Paraguai, os ladrões já tinham roubado R$ 11 milhões em outro caso.


oto: Editoria Arte/G1)



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