quarta-feira, 19 de abril de 2017

Lava Jato no STF: Lula, Palocci, Raupp, Cunha e Eduardo Alves estão em lista secreta de Fachin

Foto: Agência Brasil

Nomes de destaque do PT e do PMDB estão na lista secreta do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB) são alguns dos alvos das 25 petições feitas pela Procuradoria-Geral da República e ainda mantidas em segredo pelo STF. De acordo com o Estadão, as petições têm como base as delações de executivos e ex-executivos da Odebrecht, mas tratam de fatos ainda não divulgados. No entanto, sabe-se que existem relatos de vantagens indevidas em nove campanhas eleitorais, que totalizam R$ 17,43 milhões - parte deste montante pago em dólar. Conforme detalha a publicação, Lula é citado quando se trata das operações da Odebrecht em Cuba, no Porto de Mariel, e em Angola. No país cubano, Fernando Pimentel - ex-ministro e atual governador de Minas Gerais - teria atuado com o ex-presidente para que fossem viabilizadas as obras da Odebrecht no porto. Já na África, a empreiteira assinou um contrato com a empresa Exergia, para prestação de serviços em Angola entre 2011 e 2014. A contratação teria sido feita para atender um pedido do próprio petista, já que a empresa é de propriedade de Taiguara Rodrigues, sobrinho da primeira esposa de Lula. Delatores afirmaram que a empresa não possuía qualquer experiência no ramo da construção e foi feita por Taiguara para usar influência do ex-presidente. As informações serão encaminhadas à Justiça Federal do Paraná, a pedido da PGR. Quanto a Antonio Palocci, o pedido é para investigar as afirmações de delatores de que ele pediu pagamentos a campanhas eleitorais da presidência do Peru e de El Salvador - neste último, foram pagos R$ 5,3 milhões a João Santana, para trabalhar na campanha de Maurício Funes, eleito em 2009. Delatores também apontaram o pagamento de US$ 3 milhões para a candidatura de Ollanta Humala à presidência do Peru. Em ambos os casos, os repasses foram feitos por intermédio do Setor de Operações Estruturadas, o "departamento de propina". Também estão sob sigilo informações a respeito do pagamento de caixa 2 em três campanhas no país. Foram repassados R$ 2 milhões para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB)na campanha para o governo do Rio Grande do Norte, em 2014, após pedido do prório candidado e do ex-deputado Eduardo Cunha. Rodrigo Janot informou que existe uma investigação prévia sobre o tema na Procuradoria da República do Rio Grande do Norte, e o ministro Edson Fachin autorizou a remessa para o estado. A campanha do senador Valdir Raupp teria recebido R$ 500 mil no pleito ao Senado em 2010. As informações serão incluídas nos dois inquéritos já existentes no Senado. Luiz Fernando Teixeira Ferreira, deputado estadual em São Paulo pelo PT, é apontado como beneficiário de R$ 300 mil em campanha que o elegeu em 2014. A petição foi enviada ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
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