domingo, 26 de março de 2017

Rio Grande do Norte: Servidor que atirou em procurador e promotor se entrega à polícia


Associação de procuradores repudia ataque a promotores no Rio Grande do Norte


A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) repudiou o atentado contra o procurador-geral Rinaldo Reis Lima, o procurador-geral adjunto Jovino Pereira Sobrinho e o promotor Wendel Beetoven Ribeiro Agra, nesta sexta-feira (24). Estes últimos foram alvejados dentro da sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte (RN) por um servidor do próprio órgão, que se entregou neste sábado (25). "A ANPR se solidariza com os colegas, familiares e integrantes do MP lotados no referido estado. O ataque a qualquer membro do Ministério Público é uma afronta a todos e à instituição, pois o Ministério Público é um só, representado em cada um de seus membros", disse a entidade em nota enviada à imprensa neste sábado, assinada pelo presidente José Robalinho Cavalcanti. A ANPR garantiu estar acompanhando a elucidação do crime e a responsabilização "rigorosa" dos envolvidos.



O servidor Guilherme Wanderley Lopes da Silva, do Ministério Público do Rio Grande do Norte, se entregou à polícia na manhã deste sábado (25). Guilherme Lopes atirou no procurador-geral adjunto Jovino Sobrinho e no promotor Wendell Beetoven. Ele fugiu em seguida. "Guilherme se aproximou, colocou os dois papéis na minh amesa e disse: 'Isso é uma recompensa por tudo o que vocês fizeram'. Em seguida, ele puxou a arma e a tirou do coldre. Gritei para todos que ele estava armado e houve uma correria. Ele apontou o revólver em minha direção e atirou, mas errou", relatou o procurador-Geral, Rinaldo Reis, sobre quando estava em uma reunião com seus auxiliares. De acordo com o procurador, não há na ficha funcional do servidor, até então, qualquer coisa que desabonasse sua conduta profissional. "Não tenho a menor ideia do que tenha motivado o servidor a atentar contra nossas vidas. Ele é concursado, servidor efetivo e ainda exerce cargo comissionado no Ministério Público. Nunca houve constrangimento na parte administrativa, nunca houve processo disciplinar, nunca foi afastado das funções dele, não há registro de qualquer afastamento por problema psíquico. Era um servidor considerado por todos como normal", acrescentou, de acordo com o G1. No Diário Oficial deste sábado foi publicada a exoneração do servidor. Uma carte deixada por Guilher Lopes indica que o procurador-geral, o procurador-adjunto e o coordenador jurídico do órgão eram os alvos do servidor, que fez referência a atos administrativos da atual gestão. Detalhes sobre o conteúdo não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.
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