quinta-feira, 30 de março de 2017

MP pede ao TSE cassação de chapa com Temer, mas requer inegibilidade apenas de Dilma


O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer para a eleição presidencial de 2014. De acordo com a jornalista Andreia Sadi, o parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, também sugere inelegibilidade apenas para Dilma pelos próximos oito anos. Dessa forma, Temer perderia o mandato, mas poderia tentar novas eleições. O documento sustenta que a cisão da chapa "é inviável". Por isso, um deles não poderia ser cassado sem que o outro também fosse. Dino cita depoimento do empresário Marcelo Odebrecht ao TSE, que foi testemunha na ação, e argumenta que "restou demonstrados nos autos que a então candidata Dilma Vana Rousseff tinha conhecimentos sobre a forma dos pagamentos realizados a João Santana, responsável por sua campanha, via caixa dois". Quanto a Michel Temer, o procurador do MPE ressaltou que "há que se registrar que ele não foi mencionado nos depoimentos dos executivos da Odebrecht". "O único episódio relatado pelas testemunhas foi um jantar, ao qual compareceu Marcelo Odebrecht, Claudio Melo Filho, Eliseu Padilha e o representado, para discutir a doação de R$ 10 milhões da Odebrecht para candidatos apoiados por Temer", relatou.
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