sábado, 4 de março de 2017

A bala come no Pará! Após Belo Monte, Altamira supera taxa de homicídio de país mais violento do mundo

  homicídio de país mais violento do mundo

Violência desenfreada


Em relativa paz até o início dos anos 2000, a cidade Altamira, no Pará, às margens do rio Xingu, entrou na lista dos dez municípios mais violentos do país após a construção da Usina de Belo Monte no local. Segundo levantamento do portal UOL, a cidade registrou 135 homicídios em 2015, o que resulta em uma média de 124 mortes por cem mil habitantes. A taxa é 37% superior a de Honduras, país com a maior taxa de homicídios no mundo, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). Quinze anos antes, Altamira registrou 8 homicídios (o que dá uma média de 9,1 por mil habitantes). Quando a Eletrobras solicitou a licença prévia de Belo Monte, em 2009, a taxa já havia subido para 50,6 assassinatos por cem mil habitantes. Até 2015, houve crescimento de 147%. Os pesquisadores João Francisco Garcia Reis e Jaime Luiz Cunha de Souza Professor, da Universidade Federal do Pará, apontam no artigo "A Hidrelétrica de Belo Monte e Seus Efeitos na Segurança Pública", destaca o impacto da construção da usina no aumento da letalidade. "Os resultados indicaram, a partir do início da construção da usina, um vigoroso crescimento da violência, que atinge a população nos cinco municípios diretamente afetados pelo projeto em dimensões proporcionalmente muito maiores do que acontece em outras sub-regiões do Estado do Pará". O artigo relaciona à migração causada pelo empreendimento. "Tais municípios tiveram sua estrutura social, econômica e ambiental profundamente alterada com a chegada das empreiteiras encarregadas da construção e a migração de grandes contingentes de pessoas oriundas de todas as partes do Brasil".
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