quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Bahia - Trading: “O governo do Estado não prioriza o Turismo”, afirma presidente da ABIH-BA

  afirma presidente da ABIH-BA
Bahia - Trading: “O governo do Estado não prioriza o Turismo”, afirma presidente da ABIH-BA Foto: Gabriel Carvalho/BN

O presidente da secção Bahia da ABIH – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Glicério Lemos, afirmou nesta quinta-feira (19), durante almoço que reuniu os presidentes das principais entidades do setor e a imprensa, no Sheraton, em Salvador, que o Governo da Bahia não vê o turismo como prioridade. De acordo com o empresário, faltam políticas reais de incentivos ao setor. Ele atribuiu o fracasso da hotelaria soteropolitana em 2016, com o pior índice de ocupação da série histórica iniciada em 2001 (50,6%), ao fechamento do Centro de Convenções e à falta de promoção adequada para o público final. “Precisamos de campanhas não apenas no verão e no carnaval. Temos que estar na mídia o ano inteiro”, afirmou o empresário que classificou como sem efeito concreto a campanha de divulgação lançada esta semana pela Bahiatursa. Lemos também não poupou a prefeitura de Salvador de críticas e disse que o empresariado do setor não aprova o aumento de 11% no IPTU, bem como os altos valores de taxas de lixo cobradas pelo Poder Municipal. Seguindo a mesma linha do presidente da ABIH-BA, o empresário Luís Marques, do Bahia Othon Palace Hotel, afirmou que Salvador sofre com a falta de produtos turísticos e de iniciativa do governo. “O Prodetur está parado. Há US$ 84 milhões disponíveis desde de 2014 e não se vê nada de concreto. Temos um lindo cartão-postal que é a Baía de Todos-os-Santos, mas de nada adianta, pois não há nenhuma infraestrutura nas ilhas. Nem para o desembarque dos turistas, já que não temos nem píeres e nem atracadouros”, disse. Paulo Gaudenzi, do Salvador Destination, chamou a atenção para a queda contínua do orçamento do Estado para o turismo. “Hoje são destinados insuficientes R$ 175 milhões, o que representa 0,4% do orçamento a um setor que representa 7% do PIB da Bahia”, lamentou. Já Silvio Pessoa, da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação alertou que a ocupação média de 50,6% em 2016 ocasionou demissões e prejuízos para o setor. O presidente do Conselho Baiano de Turismo, Roberto Duran também falou sobre os prejuízos acumulados com a crise no turismo de negócios. “Com o fechamento do Centro de Convenções, mais de R$ 600 milhões deixaram de entrar na economia. A volta do equipamento colocaria a nossa taxa de ocupação no ano acima dos 65%”, finalizou. por Gabriel Carvalho 
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