segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Delatado Rui Costa nega relação com Odebrecht e cita gestão Paulo Souto para sugerir apoio da empresa

  sugerir apoio da empresa
Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias

O Tsunami político nas delações da Odebrecht

O governador Rui Costa (PT) afirmou em entrevista nesta segunda-feira (12) que não tem qualquer relação com a Odebrecht que não seja pelo “interesse público do estado”. O petista é citado na delação do executivo Cláudio Melo Filho como beneficiado do repasse de R$ 10 milhões para sua campanha em 2014, a pedido do ex-governador e atual coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do estado, Jaques Wagner. O repasse, segundo Melo Filho, foi autorizado depois que Rui Costa, enquanto secretário da Casa Civil, solucionou uma disputa judicial da Companhia de Engenharia Ambiental e Recursos Hídricos da Bahia (Cerb) envolvendo a Odebrecht e o governo do estado. “Algumas das coisas que ele disse são completos absurdos. Secretário da Casa Civil não é responsável por acordo judicial de ação transitado e julgado. Quem é responsável é a Procuradoria do Estado. É de uma aberração sem tamanho a especulação disso, vincular o processo transitado e julgado, em que o que foi pago é cinco ou seis vezes menos do que o valor do acordo e quem conduziu não foi o secretário, foi a Procuradoria do Estado. São aberrações, e com fé em Deus a verdade vai se estabelecer”, declarou Rui. De acordo com o governador, não há nenhum acordo entre seu grupo político e a empreiteira, o que pode ser percebido durante as eleições, quando o grupo apoiado pela Odebrecht não foi o do PT. “Aqui o que se tem desse grupo foi sempre relacionamento ético. Se qualquer combinação houvesse, muitas das coisas do estado caminhariam de forma diferente. Paulo souto deixou assinado em 27 de dezembro de 2006 o contrato do emissário submarino. Em janeiro o [Jaques] Wagner suspendeu esse contrato e mandou renegociar. Foi assinado novamente em novembro de 2007, com 19% de redução, R$ 119 milhões a menos. (...) Se combinação houvesse, bastava não mudar nada o que Paulo souto tinha assinado”, acrescentou. O governador disse que não conhece Cláudio Melo Filho, o primeiro executivo da Odebrecht que teve delação divulgada, e que deve tê-lo encontrado poucas vezes, sem ter nutrido relacionamento mais íntimo ou pessoal. “Recebia como secretário e recebo como governador centenas de empresários que vêm falar coisas dos seus interesses. Quando o interesse do empresário coincide com o interesse público do estado, a gente encontra solução. Assim foi e será sempre”, afirmou Rui, antes de fazer crítica a Melo Filho, por ter feito as declarações e dito que não se acompanhou 2014. “Estou tranquilo, com minha consciência tranquila. Quero ao final do meu mandato ter orgulho do que fiz pela Bahia com muito trabalho”, concluiu. por Ailma Teixeira / Estela Marques
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