terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lava Jato encontra R$ 454 nas contas de Cabral e R$ 10 milhões nas de sua mulher

  R$ 10 milhões nas de sua mulher

Por que Adriana está solta?


O BC achou 11 milhões de reais nas contas de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral.
Por que ela está solta?Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro

De quem é a grana?

O Banco Central encontrou R$ 10 milhões em apenas uma das contas bancárias pessoais da advogada e mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), Adriana de Lourdes Ancelmo. Nas contas pessoais de seu marido - preso preventivamente desde a quinta-feira (17) por ordem das justiças federal no Paraná e no Rio - por sua vez, foram encontrados apenas R$ 454,26. Os dados são do bloqueio do Bacenjud, sistema informatizado do Banco Central que atende ao Judiciário, em resposta à determinação do juiz Sérgio Moro que decretou o bloqueio de R$ 10 milhões de Cabral, sua mulher e mais 10 investigados na mesma decisão que determinou a prisão do ex-governador. É a primeira vez, desde o começo da Lava Jato, que o valor encontrado em apenas uma das contas bancárias de um investigado atinge o valor integral do bloqueio determinado por Moro. O montante foi encontrado em uma conta de Adriana no Itaú Unibanco. Além desta, ela possui ainda uma conta no Santander e uma no Bradesco, ambas com saldo zero. Já nas contas de seu escritório de advocacia, Ancelmo Advogados, foi encontrado pelo Banco Central R$ 1 milhão. Levantamento da Receita Federal na Operação Catilinária aponta que a receita do escritório de Adriana teve um salto de 457% entre o início e o fim dos dois mandatos de Cabral à frente do governo do Rio, entre 2007 e 2014. Neste período, o lucro declarado do escritório, segundo apontou a Receita Federal, foi de R$ 23,2 milhões. O ex-governador, por sua vez, tinha apenas R$ 428,82 em uma conta no Bradesco e R$ 25,44 em uma conta no Citibank. Já na conta de sua empresa Objetiva Gestão e Comunicação Estratégica Eireli, criada pelo peemedebista após ele deixar o governo do Rio, o Banco Central não encontrou nenhum centavo. Em relação à SCF Comunicação, que também possui Cabral como sócio, o CNPJ não constava no sistema de informações financeiras. A força-tarefa da Lava Jato no Paraná aponta que o ex-governador teria recebido entre 2007 e 2011 R$ 2,7 milhões de propina da obra do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), da Petrobras. Já as investigações da Procuradoria da República no Rio de Janeiro apontam que Cabral seria o líder de uma organização criminosa que teria cobrado 5% de propinas de grandes empreiteiras nas obras do governo estadual durante sua gestão. A reportagem entrou em contato com o escritório de Adriana Ancelmo, mas ela não foi localizada para comentar o caso. por Mateus Coutinho, Julia Affonso e Fausto Macedo | Estadão Conteúdo

Mulher de Cabral pode ser presa em breve | Vera Magalhães   

A propina no exterior de Cabral


Sérgio Cabral recebeu propina no exterior.
De acordo com O Globo, presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, vai revelar "as contas internacionais do esquema, nas quais a empresa teria depositado regularmente a taxa de 5% cobrada por Cabral pelas grandes obras que executou no Rio de Janeiro".
E mais:
"As delações da Odebrecht deverão apontar o doleiro Álvaro José Galliez Novis, da Hoya Corretora de Valores e Câmbio, do Rio, que também chegou a ser preso na Xepa, como responsável pela entrega de propina da empreiteira".

CABRAL ENVOLVE PEZÃO NA CALICUTE


Em depoimento à Polícia Federal, Sérgio Cabral disse que Hudson Braga, um dos principais operadores do esquema de corrupção desbaratado na Operação Calicute, lhe foi apresentado por Luiz Fernando Pezão.
Cabral disse que conheceu Braga "por volta de 2006/2007" e que ele foi escolhido para o cargo de subsecretário de obras pelo então vice-governador.
O ex-governador, que está preso em Bangu, também disse que não tinha convívio com José Orlando Rabelo, apontado como um dos responsáveis por repasses de propina.
Orlando, segundo Cabral, exerceu função na secretaria de obras quando Pezão era o secretário.

A FASE DA NEGAÇÃO DE CABRAL


No depoimento à PF, Sérgio Cabral negou envolvimento no esquema de corrupção desbaratado pela Operação Calicute.
Ele minimizou os encontros com executivos da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia, e disse que nunca deu autorização a Carlos Miranda - o homem da mala - para que cobrasse propina em seu nome.
Quanto tempo Cabral levará para atingir a fase da aceitação?



CABRAL NÃO SABE DE NADA


Sérgio Cabral não soube explicar à PF por que as concessionárias de veículos dos irmãos Adriano e Jaime Martins, beneficiadas com incentivos fiscais em seu governo, contrataram a consultoria Gralc,de Carlos Miranda.
Ele não soube explicar também por que a Gralc teve seu pico de faturamento durante seu mandato de governador e tampouco soube dizer por que documentos de Adriana Ancelmo estavam na sede da Trans-Expert.


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