sábado, 27 de maio de 2017

Seca na Bahia: Agricultores falam sobre situação do Projeto de Irrigação de Ponto Novo

Agricultor Agenor

Na manhã desta sexta-feira (26) em entrevista ao repórter Felipe Fister, da Rádio Paiaiá FM, agricultores relataram a situação em que passa o Projeto de Irrigação de Ponto Novo, causada pelo longo período de estiagem. Segundo o agricultor Agenor, hoje os moradores do Projeto de Irrigação passam por dificuldades no abastecimento humano, que vem sendo feito por carros pipas, segundo o mesmo, faltou pulso de governantes em prol do Projeto. “Foi retirada também a água potável, a água do consumo humano aqui no Projeto de Irrigação hoje a gente está recebendo de carro pipa”. “Faltou pulso dos governantes para impedir de ser retirada a água do consumo humano desses nordestinos sofredores”. Afirmou o agricultor. O longo período de estiagem atinge a economia do município, dificultando a sobrevivência dos agricultores, como o sr. Osmar, que já planeja sair do município para buscar melhores condições de trabalho. “Já estava reunido ontem com meus irmãos para a gente sair fora daqui, porque não tem como nós sobrevivermos aqui, a sobrevivência daqui está difícil e cada dia que passa está pior”. Afirmou. Web Interativa

Agricultor Osmar

PF recupera R$ 480 mil que suposto operador de Aécio escondeu antes da Patmos

Foto: Reprodução/ Pragmatismo Político

No relatório da Polícia Federal sobre a Operação Patmos, um agente da PF informa ter identificado o local de esconderijo e recuperado R$ 480 mil que Mendherson Souza Lima - assessor do senador Zezé Perrella (PMDB-MG) - teria buscado em São Paulo na data de 03/05/2017, como parte do valor de propina acertado entre o senador Aécio Neves e o empresário Joesley Batista. Isso foi possível graças ao próprio Mendherson, que, após ser preso, levou a PF ao local onde admitiu ter escondido o valor após a notícia sobre repasses indevidos da ordem de R$ 2 milhões na noite da quarta-feira 17 de maio, na véspera da operação. Segundo a investigação da Procuradoria-Geral da República, Mendherson teria atuado na operação para receber o dinheiro em nome de Aécio Neves junto com o primo do senador afastado, Frederico Pacheco de Medeiros. Após ser preso, na quinta-feira, 18, Mendherson disse que escondeu o dinheiro na casa da sogra por ter ficado assustado com as citações ao seu nome em meio às notícias de um suposto pagamento de propina a Aécio Neves. A informação de que o senador Aécio Neves teria pedido e recebido R$ 2 milhões indevidos da JBS surgiu na noite da véspera, 17. "Segundo as informações repassadas pelo investigado e presenciadas pelas testemunhas presentes no endereço da busca citado, na noite do dia 17/05/2017, após o alvo ter presenciado a divulgação de notícias dando conta de delações da empresa JBS e de um suposto esquema de pagamento de propinas ao Senador da República Aécio Neves, verificando-se inclusive citações ao seu nome, assustado com as mesmas, o alvo decidiu por pegar parte do dinheiro que estava guardado em sua residência para levá-lo para um local que não estivesse relacionado ao seu nome", diz o relatório. "Assim, deslocou-se com duas sacolas contendo aproximadamente 480 mil reais e levou até a cidade de Nova Lima, pedindo para sua sogra que ali reside (Rua Paraná), de nome Azelina Rosa Ribeiro, para guardá-los em local seguro, sem que a mesma soubesse do seu conteúdo", continua o relatório. Após ser preso, Mendherson tomou a iniciativa de ir junto com os agentes da Polícia Federal até o endereço que indicou. "No local, com Auto de Consentimento de Busca da Moradora, a equipe policial adentrou o recinto juntamente com o investigado, logrando a localização das duas sacolas com diversos pacotes com cédulas de 100 reais, escondida num dos quartos da residência", disse o policial. As sacolas e as cédulas foram arrecadadas no local. Segundo a PF, foram "devidamente conferidas e apreendidas em sede policial". A Operação Patmos foi deflagrada no dia 18 de maio no curso da investigação contra o presidente Temer, o senador Aécio Neves e o deputado federal Rodrigo Rocha Loures. por Breno Pires | Estadão Conteúdo

Paraná: Procuradoria-Geral de Justiça investiga se MP protegeu um contador na Operação Publicano


Denúncia foi feita pelo auditor Orlando Aranda, condenado a 14 anos e três meses de prisão na primeira sentença da operação.


Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná abriu um procedimento para investigar se Ministério Público (MP) protegeu um contador na Operação Publicano, que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná. A denúncia foi feita pelo auditor Orlando Aranda, condenado a 14 anos e três meses de prisão na primeira sentença da operação. Ele recorreu e aguarda nova decisão em liberdade. Aranda estava sendo ouvido no fim da manhã desta quinta-feira (25), na sede da Fundação Escola do Ministério Público do Estado do Paraná (Fempar), em Londrina, no norte do Paraná. Ele chegou acompanhado da mulher e do advogado. Segundo o auditor, o MP teria ignorado fatos importantes nas investigações da Publicano e deixou de investigar o contador Paulo Caetano de Souza. O auditor disse também que o contador teria sido beneficiado por manter negócios com o promotor Renato de Lima Castro. O contador e promotor são sócios em empreendimentos imobiliários, conforme o cadastro da Receita Federal. Além de Aranda, também serão ouvidos o ex-auditor e principal delator da Publicano, Luiz Antônio de Souza e os promotores da operação.


O outro lado - O promotor Renato de Lima Castro confirma participação no empreendimento que tem vários investidores, mas negou privilégios ao contador. O contador Paulo Caetano de Souza negou ter intermediado propina entre auditores fiscais e empresas denunciadas na Operação Publicano. Ele também confirmou ter investimentos imobiliários em que o promotor Renato de Lima Castro tem participação e afirmou, ainda, que seu nome está sendo usado para atacar o promotor. De acordo com o contador, advogados já analisam o caso para eventuais medidas judiciais.
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